HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Existe risco cardiovascular aumentado em mulheres na pós-menopausa:
Mulheres pós-menopausa com câncer de mama têm ↑ risco CV devido à cardiotoxicidade do tratamento e controle inadequado de FR.
Mulheres na pós-menopausa tratadas para câncer de mama enfrentam um risco cardiovascular aumentado devido à cardiotoxicidade inerente a muitas terapias (quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal) e à frequência de fatores de risco cardiovasculares não controlados nessa população. A cardiologia oncológica é crucial para o manejo.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, e com o avanço dos tratamentos, a sobrevida tem aumentado significativamente. No entanto, um número crescente de sobreviventes de câncer de mama, especialmente mulheres na pós-menopausa, enfrenta um risco cardiovascular aumentado, tornando a cardiologia oncológica uma subespecialidade cada vez mais relevante. Esse risco é multifatorial, incluindo a cardiotoxicidade direta de agentes quimioterápicos (como as antraciclinas e o trastuzumabe), a radioterapia torácica e os efeitos metabólicos e vasculares de algumas terapias hormonais. Além disso, a população de mulheres na pós-menopausa frequentemente já apresenta fatores de risco cardiovascular (hipertensão, dislipidemia, diabetes) que podem ser exacerbados ou mal controlados durante e após o tratamento oncológico. É fundamental uma abordagem multidisciplinar, com rastreamento e manejo agressivo dos fatores de risco cardiovascular antes, durante e após o tratamento do câncer de mama. A monitorização da função cardíaca (ex: ecocardiograma) é essencial para detectar precocemente a disfunção e intervir, minimizando o impacto cardiovascular e garantindo a melhor qualidade de vida para essas pacientes.
A quimioterapia com antraciclinas (ex: doxorrubicina), a terapia-alvo com trastuzumabe e a radioterapia torácica são conhecidas por sua cardiotoxicidade. A hormonioterapia também pode impactar o perfil lipídico e o risco trombótico.
Pode se manifestar como disfunção ventricular esquerda assintomática, insuficiência cardíaca, arritmias, doença arterial coronariana acelerada, hipertensão e doença valvular. A monitorização cardíaca é fundamental.
A cardiologia oncológica visa otimizar a saúde cardiovascular de pacientes com câncer, prevenindo, monitorando e tratando a cardiotoxicidade do tratamento, além de manejar os fatores de risco cardiovascular preexistentes e emergentes.
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