UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Menino de 12 anos com queixa de excesso de peso. AP: nascido a termo, com 4 200 g. AF: mãe obesa, com diabetes mellitus tipo 2 (DM) e dislipidemia; pai obeso, hipertenso e infarto agudo do miocárdio (IAM) aos 45 anos. Alimentação atual: rica em carboidratos e gorduras, com poucas frutas, legumes e verduras. Não pratica esportes regularmente. Exame físico: IMC: 31,2 kg/m2 (escore Z = 3,14, percentil >99), circunferência abdominal 98 cm (percentil > 90), PA 130 x 85 mmHg (percentil > 95). Pele com hiperpigmentação em região cervical e axilar. Tecido celular subcutâneo abundante e normodistribuído. Exames laboratoriais: colesterol total 180 mg%, HDL-c 37 mg%, LDL-c 112 mg%, triglicérides 170 mg%, glicemia 95 mg%. Os critérios de risco cardiovascular desse adolescente são:
Obesidade infantil + AF de DCV precoce → ↑ risco cardiovascular, exige rastreamento e intervenção.
A presença de múltiplos antecedentes familiares de doenças cardiovasculares e metabólicas, especialmente em idade precoce, é um dos mais fortes preditores de risco cardiovascular em adolescentes, independentemente dos fatores de risco já manifestos no paciente.
A obesidade infantil é um problema de saúde pública crescente, associada a um aumento significativo do risco cardiovascular precoce. A avaliação do risco cardiovascular em adolescentes é multifatorial, incluindo fatores genéticos, ambientais e comportamentais. A identificação precoce desses riscos permite intervenções para prevenir complicações futuras. A fisiopatologia envolve resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão e inflamação crônica. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos (IMC, circunferência abdominal, PA) e laboratoriais (glicemia, perfil lipídico). É crucial suspeitar de síndrome metabólica em adolescentes obesos, especialmente com acantose nigricans e histórico familiar. O tratamento inclui mudanças no estilo de vida (dieta e exercício) e, em alguns casos, farmacoterapia. O prognóstico melhora com a intervenção precoce, mas a persistência da obesidade na vida adulta aumenta o risco de eventos cardiovasculares. A atenção aos antecedentes familiares é vital para uma estratificação de risco completa.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, sedentarismo, dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e, crucialmente, antecedentes familiares de doença cardiovascular precoce.
A obesidade infantil promove resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão e inflamação crônica, que são precursores de doenças cardiovasculares na vida adulta. A acantose nigricans é um sinal de resistência à insulina.
Antecedentes familiares de doenças cardiovasculares e metabólicas em idade precoce (ex: IAM <55 anos em homens, <65 anos em mulheres) são um forte preditor de risco genético, justificando rastreamento e intervenção mais agressivos no adolescente.
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