Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
A doença cardiovascular é a principal causa de morte no Brasil e no mundo, determinando aumento da morbidade e incapacidade ajustadas aos anos de vida. É exemplo de um paciente com risco cardiovascular intermediário:
Risco CV intermediário = DM recente, sem doença CV estabelecida ou múltiplos fatores de risco graves.
O risco cardiovascular intermediário é caracterizado pela presença de fatores de risco como diabetes mellitus, mas sem evidência de doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida ou múltiplos fatores de risco de alto impacto, que elevariam o paciente para a categoria de alto risco.
A doença cardiovascular (DCV) representa a principal causa de morbimortalidade global, sendo um desafio significativo para a saúde pública. A estratificação do risco cardiovascular é uma ferramenta essencial na prática clínica para identificar indivíduos com maior probabilidade de desenvolver eventos cardiovasculares futuros, permitindo a implementação de estratégias preventivas personalizadas. Essa estratificação geralmente divide os pacientes em categorias de baixo, intermediário e alto risco. Pacientes com risco cardiovascular intermediário são aqueles que possuem fatores de risco, mas que ainda não desenvolveram doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida e não se enquadram nos critérios de alto risco (como múltiplos fatores de risco descontrolados ou doença renal crônica avançada). O diabetes mellitus, mesmo que de diagnóstico recente e sem outras comorbidades graves, é um fator de risco significativo que, por si só, pode elevar o paciente para a categoria de risco intermediário, exigindo atenção e manejo. Para residentes em cardiologia, clínica médica e medicina da família, a capacidade de estratificar corretamente o risco cardiovascular é fundamental. Isso envolve não apenas a identificação dos fatores de risco, mas também a compreensão de como eles interagem e a aplicação de diretrizes clínicas para guiar as decisões terapêuticas e as recomendações de estilo de vida, visando a prevenção primária e secundária de eventos cardiovasculares.
Os principais fatores incluem hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia, tabagismo, obesidade, sedentarismo, história familiar precoce de doença cardiovascular e idade avançada.
A estratificação é feita avaliando a presença e a gravidade dos fatores de risco, a existência de doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida e, em alguns casos, utilizando escores de risco como o de Framingham ou o Global Cardiovascular Risk.
Identificar o risco intermediário permite uma abordagem preventiva mais intensiva, com foco na modificação do estilo de vida e, se necessário, na introdução de terapias farmacológicas para evitar a progressão para alto risco e eventos cardiovasculares.
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