Risco Cardíaco Moderado em Cirurgias Não Cardíacas: Guia

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023

Enunciado

Assinale o fator de risco cardíaco moderado em operações não cardíacas em pacientes idosos

Alternativas

  1. A) angina instável, insuficiência cardíaca compensada e hipertensão arterial
  2. B) angina pectoris moderada (classe II), diabetes mellitus e insuficiência renal crônica
  3. C) aumento da faixa etária, diabetes mellitus e hipertensão arterial não controlada
  4. D) insuficiência cardíaca congestiva descompensada, diabetes mellitus e insuficiência renal

Pérola Clínica

Fatores de risco cardíaco moderado para cirurgia não cardíaca: Angina pectoris classe II, DM, IRC.

Resumo-Chave

Na avaliação pré-operatória para cirurgias não cardíacas, é crucial identificar fatores de risco cardíaco. Angina pectoris classe II, diabetes mellitus e insuficiência renal crônica são classificados como fatores de risco intermediários ou moderados, que exigem atenção e otimização antes do procedimento.

Contexto Educacional

A avaliação do risco cardíaco em pacientes submetidos a cirurgias não cardíacas é um componente crítico da avaliação pré-operatória, visando identificar pacientes com maior probabilidade de eventos cardiovasculares adversos e otimizar seu manejo. Em pacientes idosos, a prevalência de comorbidades cardíacas é elevada. A fisiopatologia dos eventos cardíacos perioperatórios envolve o estresse cirúrgico, que aumenta a demanda miocárdica de oxigênio, e a resposta inflamatória sistêmica. A estratificação de risco, frequentemente guiada por diretrizes como as do ACC/AHA, classifica os fatores de risco em maiores, intermediários e menores, orientando a necessidade de exames complementares e intervenções. O manejo pré-operatório para fatores de risco moderados, como angina pectoris classe II, diabetes mellitus e insuficiência renal crônica, envolve a otimização do controle dessas condições, ajuste de medicações e, em alguns casos, testes não invasivos para avaliação de isquemia. O objetivo é reduzir o risco de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e morte cardíaca no período perioperatório.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco cardíaco maiores em cirurgias não cardíacas?

Os fatores de risco cardíaco maiores incluem síndromes coronarianas agudas (infarto recente ou angina instável), insuficiência cardíaca descompensada, arritmias de alto grau e doença valvar grave, que exigem avaliação e otimização antes da cirurgia.

Como a angina pectoris é classificada em termos de risco cirúrgico?

A angina pectoris é classificada em risco maior se instável ou grave (classe III/IV), e em risco intermediário (moderado) se estável e leve a moderada (classe I/II). A presença de angina instável contraindica a cirurgia eletiva.

Qual a importância do diabetes mellitus e da insuficiência renal crônica como fatores de risco cardíaco pré-operatório?

Diabetes mellitus e insuficiência renal crônica são fatores de risco intermediários porque estão associados a maior prevalência de doença arterial coronariana e disfunção ventricular, aumentando o risco de eventos cardíacos perioperatórios. O controle adequado dessas condições é fundamental.

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