IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024
Em relação à Estratificação de Risco Cardíaco para Procedimentos Cirúrgicos não Cardíacos, pode ser classificado como de alto risco:
Cirurgias vasculares periféricas → alto risco cardíaco em procedimentos não cardíacos.
Cirurgias vasculares periféricas, como revascularização de membros inferiores ou aneurisma de aorta abdominal, são classificadas como de alto risco cardiovascular em procedimentos não cardíacos devido à alta prevalência de doença aterosclerótica sistêmica nesses pacientes, aumentando o risco de eventos isquêmicos perioperatórios.
A estratificação de risco cardíaco para procedimentos cirúrgicos não cardíacos é um componente crítico da avaliação pré-operatória, visando identificar pacientes com maior probabilidade de desenvolver eventos cardiovasculares adversos (como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte cardíaca) no período perioperatório. Essa avaliação permite a otimização da condição clínica do paciente e a adoção de estratégias para mitigar esses riscos. As cirurgias são classificadas em categorias de risco cardíaco: baixo (<1% de risco de evento cardíaco maior), intermediário (1-5%) e alto (>5%). Cirurgias de alto risco incluem grandes cirurgias vasculares (aórticas e periféricas), cirurgias de emergência, procedimentos prolongados com grande perda volêmica e cirurgias que envolvem manipulação de grandes vasos. As cirurgias vasculares periféricas, como a revascularização de membros inferiores, são classicamente consideradas de alto risco devido à alta prevalência de doença aterosclerótica sistêmica nesses pacientes, que frequentemente já possuem doença coronariana subjacente. A avaliação pré-operatória deve incluir a história clínica detalhada, exame físico, eletrocardiograma e, em alguns casos, testes adicionais como ecocardiograma ou testes de estresse. O Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR ou Lee Index) é uma ferramenta útil para estimar o risco individual do paciente. O manejo perioperatório pode envolver a otimização de medicações, controle de comorbidades e monitorização intensiva, sendo fundamental para a segurança do paciente.
Os principais fatores incluem doença coronariana isquêmica, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes mellitus e insuficiência renal, além do tipo de cirurgia.
As cirurgias são classificadas em baixo, intermediário e alto risco. Cirurgias de alto risco incluem grandes cirurgias vasculares (aórticas e periféricas), cirurgias de emergência e procedimentos prolongados com grande perda volêmica.
A avaliação pré-operatória permite identificar pacientes de alto risco, otimizar sua condição clínica antes da cirurgia, e planejar o manejo perioperatório adequado para minimizar complicações cardiovasculares.
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