Risco Atribuível: Entenda o Impacto do Tabagismo

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Em um estudo de coorte, após dez anos de seguimento, a incidência de doença coronariana entre fumantes e não fumantes foi igual a, respectivamente, 5 casos por 1.000 pessoas ano e 1 caso por 1.000 pessoas ano. Por meio de um inquérito dirigido à população total que serviu como fonte para a seleção dos participantes do estudo de coorte, estimou-se em 50% a prevalência do tabagismo. Pode-se afirmar, com base nestas informações, que:

Alternativas

  1. A) 50% dos casos de doença coronariana na população total são atribuíveis ao tabagismo
  2. B) 80% dos casos de doença coronariana entre os fumantes são atribuíveis ao tabagismo
  3. C) a incidência de doença coronariana entre os fumantes, atribuível ao tabagismo, é de 2,5/1.000
  4. D) a incidência de doença coronariana na população total, atribuível ao tabagismo, é de 0,5/1

Pérola Clínica

Risco Atribuível em Expostos (RAE) = (Incidência em Expostos - Incidência em Não Expostos) / Incidência em Expostos.

Resumo-Chave

O Risco Atribuível em Expostos (RAE) mede a proporção da incidência da doença nos expostos que pode ser atribuída à exposição. Neste caso, (5 - 1) / 5 = 4/5 = 0,8 ou 80%, indicando que 80% dos casos de doença coronariana em fumantes são atribuíveis ao tabagismo.

Contexto Educacional

Em epidemiologia, diversas medidas são utilizadas para quantificar a associação entre uma exposição e um desfecho, bem como o impacto dessa exposição. O Risco Atribuível em Expostos (RAE) é uma dessas medidas, que quantifica a proporção da incidência da doença nos indivíduos expostos que pode ser diretamente atribuída à exposição. O cálculo do RAE é feito pela fórmula: RAE = (Incidência nos Expostos - Incidência nos Não Expostos) / Incidência nos Expostos. No cenário da questão, a incidência de doença coronariana em fumantes (expostos) é de 5/1.000 pessoas-ano, e em não fumantes (não expostos) é de 1/1.000 pessoas-ano. Aplicando a fórmula: RAE = (5 - 1) / 5 = 4 / 5 = 0,8. Isso significa que 80% dos casos de doença coronariana que ocorrem entre os fumantes são atribuíveis ao tabagismo. Essa medida é crucial para entender o impacto de um fator de risco em um grupo específico e para direcionar intervenções de saúde pública. A prevalência do tabagismo na população total seria utilizada para calcular o Risco Atribuível Populacional, que avalia o impacto da exposição na população geral, não apenas nos expostos.

Perguntas Frequentes

Como se calcula o Risco Atribuível em Expostos (RAE)?

O Risco Atribuível em Expostos (RAE) é calculado pela fórmula: (Incidência nos Expostos - Incidência nos Não Expostos) / Incidência nos Expostos. Ele representa a proporção da incidência da doença nos expostos que é atribuível à exposição.

Qual a diferença entre Risco Atribuível em Expostos e Risco Atribuível Populacional?

O Risco Atribuível em Expostos (RAE) mede o impacto da exposição apenas no grupo exposto. O Risco Atribuível Populacional (RAP) avalia o impacto da exposição na população total, considerando a prevalência da exposição na população, sendo útil para a saúde pública.

O que a incidência de doença coronariana em fumantes e não fumantes nos diz?

A incidência em fumantes (5/1.000 pessoas-ano) e não fumantes (1/1.000 pessoas-ano) nos mostra a frequência de novos casos da doença em cada grupo ao longo do tempo. A diferença entre elas (4/1.000) representa a incidência de doença coronariana atribuível ao tabagismo nos fumantes.

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