HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2019
Num estudo hipotético, numa determinada área geográfica e a ao longo de um dado período de tempo, considerando o etilismo como um fator de risco para a ocorrência de tuberculose, observou-se que, numa população constituída por 500 pessoas abstêmias (grupo A) e 200 etilistas (grupo B), foram registrados 10 casos de tuberculose em cada um desses dois grupos. Ao final do período estudado, verificou-se a ocorrência de um total de 10 mortes, sendo 5 por tuberculose. No início do período de observação, não havia nenhum caso de tuberculose. O risco atribuível de se contrair tuberculose é
Risco Atribuível (RA) = Incidência nos Expostos (Ie) - Incidência nos Não Expostos (Ine).
O Risco Atribuível quantifica o excesso de risco de uma doença que é especificamente devido à exposição, subtraindo o risco basal da população não exposta.
As medidas de associação e impacto são ferramentas vitais na medicina baseada em evidências. O Risco Atribuível permite ao clínico e ao gestor de saúde entender a magnitude real de um problema em termos de número de casos. Em doenças infectocontagiosas como a tuberculose, identificar como fatores comportamentais (como o etilismo) elevam o risco absoluto ajuda no desenho de estratégias de rastreamento e prevenção primária mais eficazes, focando onde o impacto da intervenção será maior.
O Risco Atribuível, também conhecido como Diferença de Riscos, representa a incidência da doença que pode ser atribuída exclusivamente ao fator de risco em estudo. Matematicamente, é a diferença entre a incidência no grupo exposto e a incidência no grupo não exposto (RA = Ie - Ine). Ele indica quanto da incidência seria evitada se a exposição fosse eliminada. É uma medida de impacto clínico e de saúde pública fundamental para priorizar intervenções em populações específicas.
A incidência é calculada dividindo-se o número de casos novos pelo total de pessoas em risco em um determinado período. No exemplo: para os etilistas (expostos), a incidência foi de 10/200 = 0,05 (5%). Para os abstêmios (não expostos), foi de 10/500 = 0,02 (2%). O RA é a subtração desses valores (5% - 2% = 3%), mostrando que o etilismo 'acrescentou' 3% de risco de tuberculose naquela população.
Enquanto o Risco Relativo (RR) é uma razão (Ie / Ine) que indica a força da associação entre exposição e desfecho, o Risco Atribuível (RA) é uma diferença absoluta (Ie - Ine). O RR é mais usado em estudos de etiologia para identificar fatores de risco, enquanto o RA é mais útil para a saúde pública, pois quantifica o benefício real de remover uma exposição de um grupo de indivíduos.
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