HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Um médico em uma comunidade distante resolveu estudar uma doença estranha que acomete todos os habitantes de uma parte da cidade em certa época do ano. A estranha doença aparece sempre com o aparecimento das primeiras flores de um cacto da região e faz com que os acometidos tenham nódulos pelo corpo, febre e alteração súbita de voz. O médico então resolveu estudar duas populações distintas, de dois bairros distintos da cidade, expostos e não expostos à flor do cacto, dividindo-as em dois grupos, o dos doentes e o dos não doentes. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a medida de efeito que deverá ser calculada de acordo com o desenho do estudo realizado.
Estudo de coorte → Risco Relativo (associação) e Risco Atribuível (impacto/excesso de risco na população exposta).
Em estudos de coorte, o risco relativo quantifica a força da associação entre exposição e desfecho. O risco atribuível, por sua vez, estima a proporção da incidência da doença nos expostos que pode ser atribuída à exposição, sendo uma medida de impacto em saúde pública.
O risco atribuível é uma medida de impacto epidemiológico que quantifica o excesso de incidência de uma doença em um grupo exposto que pode ser diretamente atribuído à exposição. É particularmente útil em estudos de coorte, onde se acompanha grupos expostos e não expostos ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho. Diferente do risco relativo, que expressa a força da associação, o risco atribuível foca na magnitude do problema de saúde pública causado pela exposição. Para calcular o risco atribuível, subtrai-se a incidência da doença no grupo não exposto da incidência no grupo exposto. Esse valor representa o número de casos adicionais por unidade populacional que ocorreram devido à exposição. Sua interpretação é crucial para a tomada de decisões em saúde pública, pois indica o potencial de redução da doença se a exposição for eliminada. Compreender o risco atribuível é fundamental para residentes, pois permite avaliar o impacto real de fatores de risco e intervenções, auxiliando no planejamento de políticas de saúde e na comunicação de riscos à população. É uma ferramenta essencial para a epidemiologia e a medicina preventiva, complementando as medidas de associação ao fornecer uma perspectiva sobre a carga da doença atribuível a uma exposição específica.
O risco relativo mede a força da associação entre exposição e desfecho, indicando quantas vezes mais provável é o evento no grupo exposto. O risco atribuível quantifica o excesso de risco nos expostos devido à exposição, sendo uma medida do impacto da exposição.
O risco atribuível é mais adequado quando se deseja estimar o impacto da exposição na população exposta, ou seja, quantos casos da doença poderiam ser evitados se a exposição fosse removida.
Estudos de coorte utilizam risco relativo e risco atribuível. Estudos de caso-controle utilizam odds ratio. Estudos transversais utilizam razão de prevalências.
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