HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022
Um estudo foi conduzido para examinar a relação entre tabagismo, AVC e idade. A incidência de AVC para cada 1.000 pessoas em um período de 12 anos (risco absoluto) segundo idade e tabagismo foi: idade 45 a 49 anos; 65 a 69 anos; não tabagistas 7,4; 80,2; tabagistas 29,7; 110,4. Qual foi o risco atribuível de AVC para cada 1.000 pessoas entre tabagistas em comparação com não tabagistas na sétima década de vida?
Risco atribuível = Incidência em expostos - Incidência em não expostos.
O risco atribuível mede o excesso de risco de uma doença em um grupo exposto a um fator, em comparação com um grupo não exposto. Para a sétima década de vida (60-69 anos), calcula-se a diferença entre a incidência de AVC em tabagistas e não tabagistas.
Em epidemiologia, o risco atribuível é uma medida fundamental para quantificar o impacto de um fator de risco na ocorrência de uma doença. Ele representa a proporção da incidência da doença nos expostos que pode ser diretamente atribuída à exposição, ou seja, o número de casos que poderiam ser evitados se a exposição não existisse. É expresso como a diferença entre a incidência nos expostos e a incidência nos não expostos. Para a questão, a 'sétima década de vida' refere-se à faixa etária de 65 a 69 anos. Os dados fornecidos são: - Incidência de AVC em não tabagistas (65-69 anos): 80,2 por 1.000 pessoas. - Incidência de AVC em tabagistas (65-69 anos): 110,4 por 1.000 pessoas. O cálculo do risco atribuível é: RA = Incidência em tabagistas - Incidência em não tabagistas RA = 110,4 - 80,2 = 30,2 por 1.000 pessoas. Compreender o risco atribuível é crucial para residentes e profissionais de saúde, pois permite avaliar a magnitude do problema de saúde pública associado a um fator de risco e planejar intervenções preventivas mais eficazes, direcionando recursos para as causas mais impactantes de morbidade e mortalidade.
O risco atribuível é a diferença entre a incidência de uma doença em um grupo exposto a um fator de risco e a incidência no grupo não exposto, representando o excesso de risco devido à exposição e o número de casos que poderiam ser evitados.
O risco atribuível é calculado subtraindo a incidência da doença no grupo não exposto da incidência da doença no grupo exposto (RA = Ie - Io), onde Ie é a incidência nos expostos e Io nos não expostos, fornecendo um valor absoluto.
O risco atribuível é importante na saúde pública porque estima a proporção de casos de uma doença que poderiam ser evitados se o fator de risco fosse eliminado, auxiliando na priorização de intervenções preventivas e alocação de recursos.
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