UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Novas estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o número total de mortes associadas direta ou indiretamente à pandemia de COVID-19 (descrito como “excesso de mortalidade”) entre 1 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021 foi de aproximadamente 14,9 milhões. “Esses dados preocupantes não apenas apontam para o impacto da pandemia, mas também para a necessidade de todos os países investirem em sistemas de saúde mais resilientes que possam sustentar serviços essenciais de saúde durante crises, incluindo sistemas de informação de saúde mais fortes”, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.“ (OMS, 05/05/2022). Pode-se afirmar que a medida de associação que expressa o excesso de mortalidade devido à pandemia de Covid-19 é denominada:
Excesso de mortalidade = Risco Atribuível (diferença entre risco no exposto e não exposto).
O 'excesso de mortalidade' refere-se ao número de mortes acima do esperado em um determinado período, atribuível a um evento específico (neste caso, a pandemia de COVID-19). Essa medida é conceitualmente equivalente ao risco atribuível, que quantifica a proporção de casos ou mortes em um grupo exposto que pode ser diretamente atribuída à exposição.
A epidemiologia é uma ferramenta essencial para compreender o impacto de eventos de saúde pública, como pandemias. O conceito de 'excesso de mortalidade' tornou-se central durante a pandemia de COVID-19, pois ele quantifica o número total de mortes que ocorreram acima do que seria esperado em condições normais, abrangendo tanto as mortes diretas pela doença quanto as indiretas (por exemplo, devido à sobrecarga dos sistemas de saúde ou atraso no tratamento de outras condições). Do ponto de vista das medidas de associação em epidemiologia, o excesso de mortalidade está diretamente relacionado ao conceito de risco atribuível. O risco atribuível (ou diferença de risco) mede a proporção de casos ou mortes em um grupo exposto que pode ser atribuída à exposição. Em outras palavras, é o número de eventos que poderiam ser prevenidos se a exposição (a pandemia) não tivesse ocorrido. Diferentemente do risco relativo (que expressa a razão entre a incidência em expostos e não expostos) ou da razão de chances (odds ratio), o risco atribuível fornece uma estimativa direta do número de eventos adicionais causados pela exposição. Para residentes, é fundamental dominar essas medidas para interpretar corretamente estudos epidemiológicos e entender o verdadeiro ônus de doenças e eventos de saúde pública.
O excesso de mortalidade refere-se ao número de mortes observadas em uma população durante um período específico que excede o número de mortes esperado para essa população e período, com base em dados históricos. Ele serve como um indicador do impacto total de um evento, como uma pandemia.
O risco atribuível (ou diferença de risco) é calculado subtraindo-se a incidência da doença no grupo não exposto da incidência no grupo exposto (Ie - Io). Ele representa o número de casos ou mortes que poderiam ser evitados se a exposição (neste caso, a pandemia) fosse eliminada.
O risco atribuível é uma medida absoluta que indica a diferença de risco entre expostos e não expostos, mostrando o impacto direto da exposição. O risco relativo é uma medida relativa que compara a incidência da doença em expostos versus não expostos (Ie / Io), indicando quantas vezes mais provável é o evento na presença da exposição.
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