Risco Absoluto: Cálculo na Avaliação de Vacinas

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2016

Enunciado

Uma investigação foi realizada para se verificar a eficácia da vacina contra a febre amarela. Foram selecionados 2 mil adultos moradores em um bairro de alta incidência de casos, que concordaram em participar da pesquisa. Eles foram aleatorizados e um grupo recebeu a vacina e o outro não, cada um com 1500 indivíduos. Após um acompanhamento de 1 ano, foram confirmados 50 casos de febre amarela no grupo que recebeu a vacina e 160 no grupo que não recebeu a vacina. Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o risco absoluto de se adquirir febre amarela no grupo de vacinados e no de não vacinados.

Alternativas

  1. A) 0,01 e 0,05
  2. B) 0,02 e 0,60
  3. C) 0,03 e 0,10
  4. D) 0,04 e 0,07
  5. E) 0,07 e 0,59

Pérola Clínica

Risco Absoluto = (Número de casos no grupo) / (Total de indivíduos no grupo).

Resumo-Chave

O risco absoluto, também conhecido como incidência cumulativa, é a proporção de indivíduos que desenvolvem a doença em um grupo específico durante um período de tempo. Calcula-se dividindo o número de novos casos pelo total de pessoas no grupo em risco no início do período. Para o grupo vacinado: 50/1500 = 0.033. Para o grupo não vacinado: 160/1500 = 0.106.

Contexto Educacional

Em epidemiologia, o risco absoluto é uma medida fundamental da ocorrência de uma doença, também conhecido como incidência cumulativa. Ele representa a probabilidade de um indivíduo desenvolver uma doença específica durante um período de tempo definido. É calculado como a proporção de novos casos de uma doença em uma população em risco, dividido pelo número total de indivíduos em risco no início do período de observação. Essa medida é crucial para entender a magnitude do problema de saúde em diferentes grupos populacionais. No contexto da avaliação de vacinas, o cálculo do risco absoluto é essencial para determinar a eficácia e o impacto de uma intervenção. Ao comparar o risco absoluto de adoecer em um grupo vacinado com o risco absoluto em um grupo não vacinado, é possível quantificar a proteção conferida pela vacina. Com os dados fornecidos, o risco absoluto no grupo vacinado é de 50/1500 = 0.033 (aproximadamente 0.03), e no grupo não vacinado é de 160/1500 = 0.106 (aproximadamente 0.10). Compreender o risco absoluto é vital para a tomada de decisões em saúde pública e para a interpretação de resultados de ensaios clínicos. Ele fornece uma medida direta da probabilidade de um evento ocorrer em um grupo, permitindo comparações claras e a avaliação do impacto de intervenções preventivas ou terapêuticas.

Perguntas Frequentes

Como se calcula o risco absoluto em um estudo de coorte?

O risco absoluto é calculado dividindo o número de novos casos da doença em um grupo específico pelo número total de indivíduos em risco nesse mesmo grupo no início do período de acompanhamento.

Qual a importância do risco absoluto na avaliação de vacinas?

O risco absoluto permite quantificar a probabilidade de desenvolver a doença em grupos vacinados e não vacinados, sendo fundamental para calcular a eficácia da vacina e o número necessário para vacinar (NNV).

Qual a diferença entre risco absoluto e risco relativo?

O risco absoluto é a incidência da doença em um grupo, enquanto o risco relativo é a razão entre o risco absoluto no grupo exposto (ou vacinado) e o risco absoluto no grupo não exposto (ou não vacinado), indicando quantas vezes mais ou menos provável é o evento em um grupo em comparação ao outro.

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