HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2020
O encontro de rins diminuídos à ultrassonografia, num paciente com insuficiência renal, sugere, dentre os abaixo:
Rins diminuídos na USG + insuficiência renal → doença renal crônica avançada, como nefroesclerose maligna.
Rins diminuídos na ultrassonografia em um paciente com insuficiência renal geralmente indicam cronicidade e dano renal irreversível. A nefroesclerose maligna, nefropatia diabética e glomerulonefrites crônicas são causas comuns.
A avaliação do tamanho renal por ultrassonografia é um dado crucial na investigação da etiologia e cronicidade da insuficiência renal. Rins com dimensões reduzidas (< 9 cm no adulto) são, na maioria dos casos, um forte indicativo de doença renal crônica (DRC) em estágio avançado, com fibrose e perda de parênquima funcional. A nefroesclerose maligna, uma complicação grave da hipertensão arterial não controlada, é uma das principais causas de rins diminuídos. Caracteriza-se por lesão vascular renal progressiva, levando à isquemia, atrofia glomerular e tubular, e fibrose intersticial. Outras causas comuns incluem a nefropatia diabética de longa data, glomerulonefrites crônicas e pielonefrite crônica. Em contraste, condições como doença renal policística, amiloidose e mieloma múltiplo (devido a depósitos) podem cursar com rins de tamanho normal ou até aumentados. Portanto, ao encontrar rins diminuídos em um paciente com insuficiência renal, o médico deve considerar fortemente uma doença renal crônica avançada e investigar as causas subjacentes, como hipertensão arterial descontrolada ou diabetes mellitus. O diagnóstico diferencial é essencial para o manejo adequado, embora, nesses casos, o tratamento seja frequentemente de suporte e preparatório para terapia renal substitutiva.
Rins diminuídos na ultrassonografia são frequentemente causados por doenças renais crônicas avançadas, como nefroesclerose (hipertensiva ou maligna), nefropatia diabética, glomerulonefrites crônicas e pielonefrite crônica.
A nefroesclerose maligna, uma forma grave de hipertensão arterial, causa dano isquêmico progressivo aos glomérulos e túbulos renais, levando à fibrose e atrofia do parênquima renal, resultando em rins diminuídos.
Condições que podem cursar com rins aumentados incluem doença renal policística, amiloidose, nefropatia diabética em estágios iniciais, hidronefrose aguda e mieloma múltiplo (por depósitos).
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