UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Escolar de 8 anos de idade apresenta tosse há 6 dias, associada à obstrução e secreção nasal. Hoje evoluiu com febre de 38oC e queda do estado geral. Ao exame físico, criança eupneica, presença de secreção amarelada em parede posterior de orofaringe, ausculta pulmonar e cardíaca normais. Nega alergias e uso recente de antibióticos. Com base no caso clínico apresentado, é correto afirmar:
Sinusite bacteriana aguda em criança: tosse >10 dias, febre, secreção purulenta → ATB (Amoxicilina 1ª escolha).
O quadro clínico sugere uma rinossinusite bacteriana aguda, caracterizada pela persistência ou piora dos sintomas respiratórios (tosse, secreção nasal) após 10 dias, ou febre alta e secreção purulenta por pelo menos 3 dias. Nesses casos, o tratamento com antibióticos é indicado, sendo a amoxicilina a primeira escolha.
A rinossinusite aguda é uma das infecções mais comuns na infância, sendo a maioria de etiologia viral. No entanto, uma pequena parcela pode evoluir para uma infecção bacteriana secundária. O desafio clínico reside em diferenciar as formas virais das bacterianas para evitar o uso desnecessário de antibióticos, que contribui para a resistência antimicrobiana. O diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda em crianças é clínico, baseado em critérios específicos: persistência de sintomas respiratórios (tosse, obstrução/secreção nasal) por mais de 10 dias sem melhora, ou piora dos sintomas após melhora inicial, ou início súbito de febre alta (≥39°C) com secreção nasal purulenta por pelo menos 3 dias. Exames de imagem não são recomendados rotineiramente para o diagnóstico de casos não complicados. O tratamento da rinossinusite bacteriana em crianças envolve antibioticoterapia, sendo a amoxicilina a primeira escolha devido ao seu espectro de ação e perfil de segurança. Em casos de falha terapêutica ou resistência, amoxicilina-clavulanato, cefalosporinas de segunda ou terceira geração ou macrolídeos (para alérgicos à penicilina) podem ser considerados. É fundamental orientar os pais sobre a duração do tratamento e os sinais de alerta para complicações, como celulite orbitária ou meningite.
A suspeita de rinossinusite bacteriana em crianças surge quando há persistência de sintomas respiratórios (tosse, secreção nasal) por mais de 10 dias sem melhora, ou piora dos sintomas após uma melhora inicial, ou febre alta (≥39°C) com secreção nasal purulenta por pelo menos 3 dias.
O tratamento de primeira linha para rinossinusite bacteriana aguda em crianças é a amoxicilina, devido à sua eficácia contra os principais patógenos (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável e Moraxella catarrhalis). Em casos de falha terapêutica ou alergia, outras opções incluem amoxicilina-clavulanato ou cefalosporinas.
Exames de imagem, como radiografia ou tomografia de seios da face, não são rotineiramente indicados para o diagnóstico de rinossinusite bacteriana não complicada. Eles são reservados para casos atípicos, suspeita de complicações (orbitárias, intracranianas) ou falha terapêutica após tratamento adequado.
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