SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Uma menina de cinco anos, previamente sadia, é atendida na UBS com tosse mais noturna, secreção nasal e halitose sem melhora há cerca de três semanas. Ao exame físico, está com bom estado geral, eutrófica, corada. Otoscopia mostrou membranas timpânicas translúcidas e com triângulo luminoso visível. A orofaringe estava normal. Na rinoscopia, observou-se secreção nasal amarelada. Qual o antibiótico mais apropriado para o tratamento nesse momento?
Rinossinusite bacteriana (tosse/secreção > 10-14 dias) → 1ª linha: Amoxicilina.
O diagnóstico de rinossinusite bacteriana em pediatria é clínico, baseado na persistência de sintomas respiratórios superiores por mais de 10 dias, sendo a amoxicilina o tratamento de escolha.
A rinossinusite bacteriana aguda é uma complicação comum de infecções virais das vias aéreas superiores. Em crianças, a tosse (especialmente noturna) e a secreção nasal persistente são os sintomas cardinais, muitas vezes acompanhados de halitose. A diferenciação entre um resfriado comum (viral) e a sinusite bacteriana é fundamental para evitar o uso desnecessário de antibióticos. O tratamento visa acelerar a resolução dos sintomas e prevenir complicações raras, mas graves, como celulite orbitária ou abscessos intracranianos. Além do antibiótico, a lavagem nasal com solução salina é uma medida adjuvante essencial para a higiene das cavidades paranasais e alívio sintomático.
O diagnóstico é clínico e baseia-se em três apresentações: 1) Sintomas persistentes (secreção nasal de qualquer cor ou tosse diurna/noturna) por mais de 10-14 dias sem melhora; 2) Sintomas graves (febre alta >39°C e secreção purulenta por 3 dias consecutivos); ou 3) Quadro que piora ('double sickening') após uma melhora inicial de um resfriado comum.
A amoxicilina é eficaz contra os principais patógenos (S. pneumoniae, H. influenzae não tipável e M. catarrhalis) e possui bom perfil de segurança e baixo custo. A dose recomendada varia de 45 a 50 mg/kg/dia em casos de baixo risco, podendo chegar a 80-90 mg/kg/dia (dose dobrada) em regiões com alta prevalência de pneumococo resistente ou em crianças que frequentam creches.
O uso de Amoxicilina-Clavulanato deve ser considerado se a criança tiver usado antibióticos nos últimos 30 dias, se houver falha terapêutica após 48-72h de amoxicilina simples, na presença de complicações ou se houver suspeita de Haemophilus influenzae produtor de beta-lactamase.
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