FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023
Em uma Unidade Básica de Saúde, OMP, 25 anos, gênero feminino, apresenta queixa de sintomas respiratórios, cefaleia, ao exame observa-se tosse, dor e pressão facial, congestão nasal, secreção nasal e retronasal. Os sintomas iniciaram há 3 dias. Refere não possuir diagnóstico de doenças de base, nem alergias. Apresenta ausculta pulmonar sem alterações. A terapia medicamentosa mais indicada para esse caso é
Rinossinusite aguda <10 dias: tratamento sintomático (lavagem nasal, analgésicos) + corticoides tópicos. Antibióticos NÃO!
A rinossinusite aguda, especialmente com sintomas de curta duração (menos de 10 dias), é predominantemente de etiologia viral. O tratamento deve ser focado no alívio sintomático, incluindo lavagem nasal com solução salina, analgésicos e, se necessário, glicocorticoides tópicos nasais para reduzir a inflamação e melhorar a drenagem. Antibióticos não são indicados e podem promover resistência.
A rinossinusite aguda (RSA) é uma das condições mais comuns na atenção primária, afetando milhões de pessoas anualmente. A grande maioria dos casos (90-98%) é de etiologia viral, com resolução espontânea em 7 a 10 dias. A RSA viral é caracterizada por sintomas como congestão nasal, secreção nasal, dor ou pressão facial, tosse e cefaleia. A distinção entre RSA viral e bacteriana é crucial para evitar o uso desnecessário de antibióticos, que contribui para a resistência antimicrobiana e efeitos adversos. O manejo da RSA viral é primariamente sintomático. Isso inclui medidas como lavagem nasal com solução salina para desobstrução e hidratação da mucosa, e analgésicos/antipiréticos (paracetamol, ibuprofeno) para alívio da dor e febre. Glicocorticoides tópicos nasais podem ser adicionados para reduzir a inflamação da mucosa e melhorar a drenagem dos seios da face, acelerando a resolução dos sintomas. Mucolíticos têm evidência limitada e não são rotineiramente recomendados. Antibióticos são reservados para casos de RSA bacteriana, que são menos comuns e geralmente apresentam sintomas mais prolongados (>10 dias), piora após melhora inicial, ou sintomas graves. Residentes e estudantes devem dominar o diagnóstico diferencial e as diretrizes de tratamento para a RSA, priorizando o manejo sintomático e evitando a prescrição inadequada de antibióticos, o que é fundamental para a saúde pública e para a prática clínica baseada em evidências.
A rinossinusite viral é a mais comum, com sintomas que geralmente duram menos de 10 dias e não pioram após 5-7 dias. A rinossinusite bacteriana é sugerida por sintomas persistentes por mais de 10 dias sem melhora, ou por piora dos sintomas após uma melhora inicial (piora dupla), ou por sintomas graves no início (febre alta, dor facial intensa, secreção purulenta).
A lavagem nasal com solução salina é uma medida eficaz e segura para o alívio sintomático da rinossinusite. Ela ajuda a remover secreções, alérgenos e irritantes da mucosa nasal, hidrata as vias aéreas, reduz o edema e melhora a função mucociliar, contribuindo para a desobstrução e drenagem dos seios da face.
Antibióticos são indicados apenas para rinossinusite aguda bacteriana confirmada ou altamente suspeita. Isso inclui casos com sintomas persistentes por mais de 10 dias sem melhora, piora dos sintomas após 5-7 dias de melhora inicial, ou sintomas graves desde o início (febre >39°C, secreção nasal purulenta, dor facial intensa). A amoxicilina ou amoxicilina-clavulanato são as escolhas de primeira linha.
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