Rinossinusite Aguda: Viral vs. Bacteriana e Critérios de Tratamento

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015

Enunciado

Paciente com quatro anos de idade apresentando coriza, febre, cefaleia e mal estar geral há três dias. Foi ao pronto-socorro onde foi feito Radiografia de seios de face e foi feito diagnóstico de rinossinusite. É correto afirmar: 

Alternativas

  1. A) Provavelmente o paciente tem sinusite frontal devido à presença de cefaleia.
  2. B) Os agentes etiológicos mais comuns das rinossinusites agudas bacterianas, tanto no adulto como na criança, são o Streptococcus pneumoniae e o Streptococcus beta-hemolyticus.
  3. C) A maior parte dos casos de rinossinusite aguda é de origem viral. No curso de um quadro viral, devemos suspeitar de uma infecção bacteriana quando a sintomatologia persiste por mais de 10 dias ou quando há piora dos sintomas após o 5º dia.
  4. D) Na suspeita de complicações das rinossinusites como alterações visuais, manifestações de irritação meníngea e a presença de edema e/ou eritema palpebral a conduta mais apropriada é mudar rapidamente o antibiótico e mandar retornar com 48 horas. 
  5. E) Nos portadores de fibrose cística a Moraxella catarrhalis é a bactéria mais encontrada. 

Pérola Clínica

Rinossinusite aguda: viral na maioria. Suspeitar bacteriana se sintomas >10 dias ou piora após 5 dias.

Resumo-Chave

A maioria das rinossinusites agudas é viral e autolimitada. A suspeita de etiologia bacteriana surge quando os sintomas persistem por mais de 10 dias sem melhora ou quando há uma piora clínica após o 5º dia de doença, indicando uma infecção secundária.

Contexto Educacional

A rinossinusite aguda é uma condição inflamatória da mucosa nasal e dos seios paranasais, muito comum na infância. A compreensão de sua etiologia e evolução é fundamental para um manejo adequado, evitando o uso desnecessário de antibióticos. A maioria dos episódios de rinossinusite aguda é de origem viral, seguindo um resfriado comum. Nesses casos, o tratamento é sintomático. A distinção entre rinossinusite viral e bacteriana é crucial, pois apenas a segunda requer antibioticoterapia. Os critérios para suspeitar de etiologia bacteriana incluem persistência dos sintomas por mais de 10 dias sem melhora ou piora dos sintomas após o 5º dia. Complicações da rinossinusite, embora raras, podem ser graves e incluem celulite orbitária, abscesso periorbitário, abscesso cerebral e meningite. Nesses casos, a conduta deve ser agressiva, com internação, antibioticoterapia parenteral e, por vezes, intervenção cirúrgica. A identificação precoce de sinais de alerta é vital para prevenir desfechos desfavoráveis.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para suspeitar de rinossinusite bacteriana em crianças?

A suspeita de rinossinusite bacteriana ocorre quando os sintomas persistem por mais de 10 dias sem melhora ou quando há uma piora dos sintomas (febre alta, secreção nasal purulenta, dor facial) após o 5º dia de um quadro viral inicial.

Qual a etiologia mais comum da rinossinusite aguda em crianças?

A grande maioria dos casos de rinossinusite aguda em crianças é de origem viral, frequentemente associada a resfriados comuns. Apenas uma pequena porcentagem evolui para infecção bacteriana secundária.

A radiografia de seios da face é sempre indicada para diagnóstico de rinossinusite?

A radiografia de seios da face não é recomendada rotineiramente para o diagnóstico de rinossinusite aguda não complicada em crianças, pois tem baixa especificidade e expõe a radiação. O diagnóstico é clínico.

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