TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021
Quanto à rinossinusite aguda, é correto afirmar:
Rinossinusite aguda viral → agentes: Rinovírus, Coronavírus, Influenza, Parainfluenza e VSR.
A rinossinusite aguda é predominantemente viral e autolimitada, caracterizada pela inflamação da mucosa nasal e dos seios paranasais, com duração inferior a 4 semanas.
A rinossinusite aguda (RSA) é definida como a inflamação súbita da mucosa do nariz e dos seios paranasais. A fisiopatologia envolve a obstrução dos óstios de drenagem, disfunção ciliar e alteração na qualidade do muco, frequentemente desencadeada por um quadro viral de vias aéreas superiores. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na presença de obstrução nasal, rinorreia (anterior ou posterior), dor ou pressão facial e redução do olfato. É fundamental que o médico residente reconheça que a maioria dos casos não requer antibioticoterapia. O tratamento inicial foca no alívio sintomático com analgésicos, lavagem nasal com solução salina e, em casos selecionados, corticosteroides intranasais. O uso indiscriminado de antibióticos deve ser evitado para prevenir a resistência bacteriana, reservando-os apenas para casos com alta suspeição de etiologia bacteriana secundária.
Os agentes virais mais frequentemente isolados na rinossinusite aguda incluem o Rinovírus (o mais comum), Coronavírus, Influenza, Parainfluenza e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A infecção viral é a causa em mais de 90% dos casos em adultos e crianças, sendo geralmente autolimitada com resolução em 7 a 10 dias.
A diferenciação é clínica. A rinossinusite bacteriana é sugerida por sintomas que persistem por mais de 10 dias sem melhora, início com sintomas graves (febre alta >39°C e secreção purulenta por 3 dias consecutivos) ou o quadro de 'dupla piora' (piora dos sintomas após uma melhora inicial).
Quando ocorre a complicação bacteriana, os patógenos mais prevalentes são o Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e a Moraxella catarrhalis. Diferente do que algumas alternativas sugerem, Pseudomonas aeruginosa não é um patógeno comum em quadros agudos comunitários, sendo restrito a casos crônicos ou hospitalares.
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