UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022
Pré-escolar, quatro anos, apresenta há cinco dias secreção e obstrução nasal, e hoje iniciou febre com piora da tosse e queda do estado geral. Exame físico: eupneico, sem dificuldade respiratória. Oroscopia: hiperemia de faringe com drenagem de secreção posterior e visualização de crostas amareladas no vestíbulo nasal. A conduta indicada neste caso é utilizar:
Pré-escolar com rinosinusite viral prolongada (>10d) ou piora após melhora inicial (febre, tosse, secreção purulenta) → Rinosinusite bacteriana → ATB oral.
A rinosinusite bacteriana aguda em crianças é diagnosticada quando há sintomas persistentes (secreção nasal, tosse) por mais de 10 dias sem melhora, ou piora dos sintomas após uma melhora inicial (febre, secreção purulenta). Nesses casos, a antibioticoterapia oral é indicada, juntamente com lavagem nasal com soro fisiológico.
A rinosinusite é uma inflamação da mucosa nasal e dos seios paranasais, sendo a forma viral a mais comum em crianças. A rinosinusite bacteriana aguda (RSBA) é uma complicação da viral, ocorrendo em uma pequena porcentagem dos casos. É importante reconhecer os critérios para RSBA para evitar o uso desnecessário de antibióticos e o desenvolvimento de resistência bacteriana. A fisiopatologia da RSBA envolve a obstrução do óstio dos seios paranasais, levando ao acúmulo de secreções e proliferação bacteriana. Os principais agentes são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável e Moraxella catarrhalis. O diagnóstico de RSBA é clínico e baseia-se em: 1) sintomas persistentes por >10 dias sem melhora; 2) piora dos sintomas após melhora inicial (febre, tosse, secreção purulenta); ou 3) sintomas graves desde o início (febre alta >39°C, secreção purulenta por >3 dias). O caso da questão se encaixa na piora dos sintomas após melhora inicial. A conduta indicada para RSBA é a antibioticoterapia oral, sendo a amoxicilina a primeira escolha, ou amoxicilina-clavulanato em casos de falha terapêutica ou fatores de risco para resistência. Além disso, a lavagem nasal com soro fisiológico é fundamental para remover secreções, reduzir a inflamação e melhorar a drenagem. Anti-histamínicos e descongestionantes tópicos (como nafazolina) não são recomendados em crianças devido à falta de eficácia comprovada e potenciais efeitos adversos.
Os critérios incluem sintomas persistentes (secreção nasal, tosse) por mais de 10 dias sem melhora, ou piora dos sintomas após uma melhora inicial, com febre, secreção nasal purulenta e tosse. Sintomas graves desde o início também são um critério.
O tratamento inicial é a antibioticoterapia oral, geralmente amoxicilina ou amoxicilina-clavulanato, associada à lavagem nasal com soro fisiológico para higiene, alívio da obstrução e melhora da drenagem dos seios paranasais.
Descongestionantes como a nafazolina não são recomendados em crianças devido ao risco de efeitos adversos sistêmicos (taquicardia, hipertensão, sedação) e rinite medicamentosa com uso prolongado. O soro fisiológico é a opção segura e eficaz.
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