Rinofaringite Aguda em Lactentes: Diagnóstico e Manejo

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023

Enunciado

Francisco, 7 meses de idade, apresenta tosse seca há 3 dias, com febre não aferida e obstrução nasal leve. Ao exame: bom estado geral, hidratado, corado, anictérico, acianótico, perfusão capilar periférica menor que 2 segundos. FC: 105 bpm, temperatura axilar: 37°C, FR: 42 irpm, ACV: RCR 2T BNF sem sopros ou ES, AR,: MVUA S/RA. Sem esforço respiratório. Abdome sem alterações. Diante do caso descrito, o diagnóstico provável é de:

Alternativas

  1. A) rinofaringite aguda
  2. B) rinite alérgica
  3. C) pneumonia
  4. D) sinusite

Pérola Clínica

Lactente com tosse seca, obstrução nasal e febre baixa, sem esforço respiratório = Rinofaringite aguda.

Resumo-Chave

A rinofaringite aguda, ou resfriado comum, é uma infecção viral autolimitada das vias aéreas superiores, muito comum em lactentes. Caracteriza-se por tosse, obstrução nasal, coriza e febre baixa, geralmente sem sinais de gravidade ou esforço respiratório, diferenciando-a de condições mais sérias como pneumonia.

Contexto Educacional

A rinofaringite aguda, popularmente conhecida como resfriado comum, é a infecção das vias aéreas superiores mais frequente na infância, especialmente em lactentes. É uma condição viral autolimitada, geralmente causada por rinovírus, coronavírus, adenovírus, entre outros. A alta incidência em crianças pequenas deve-se à imaturidade do sistema imunológico e à exposição frequente em creches e escolas. O diagnóstico da rinofaringite aguda é clínico. Os sintomas incluem tosse (inicialmente seca, depois produtiva), obstrução nasal, coriza, espirros, febre baixa e irritabilidade. Ao exame físico, o lactente geralmente apresenta bom estado geral, hidratado e sem sinais de desconforto respiratório. A ausculta pulmonar é normal ou com murmúrio vesicular universalmente audível sem ruídos adventícios. A ausência de taquipneia, tiragem intercostal ou subcostal e batimento de asa nasal é fundamental para diferenciar de infecções do trato respiratório inferior, como a pneumonia. O tratamento é essencialmente de suporte e sintomático. Inclui medidas como lavagem nasal com soro fisiológico, hidratação oral adequada, uso de antitérmicos para febre e dor, e repouso. É crucial orientar os pais sobre a natureza viral da doença e a desnecessidade de antibióticos, além de alertar para sinais de piora que justifiquem nova avaliação médica, como dificuldade respiratória, febre alta persistente ou recusa alimentar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da rinofaringite aguda em lactentes?

Os sintomas típicos da rinofaringite aguda em lactentes incluem tosse (inicialmente seca, podendo evoluir para produtiva), obstrução nasal, coriza (clara, podendo espessar), espirros, febre baixa e irritabilidade. Geralmente, o estado geral do bebê é bom, sem sinais de desconforto respiratório significativo.

Como diferenciar rinofaringite de pneumonia em um bebê de 7 meses?

A diferenciação é crucial. Na rinofaringite, o lactente geralmente apresenta bom estado geral, sem esforço respiratório (ausência de taquipneia, tiragem, batimento de asa nasal) e ausculta pulmonar sem alterações significativas. Na pneumonia, espera-se taquipneia, esforço respiratório, crepitantes ou sibilos à ausculta, e piora do estado geral.

Qual a conduta inicial para um lactente com rinofaringite aguda?

A conduta é sintomática e de suporte. Inclui lavagem nasal com soro fisiológico para aliviar a obstrução, hidratação adequada, antitérmicos para febre e desconforto, e manter o ambiente umidificado. Antibióticos não são indicados, pois a etiologia é viral. É importante orientar os pais sobre os sinais de alerta para buscar nova avaliação médica.

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