IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Um paciente com rinite alérgica sazonal procura atendimento médico durante o pico de sintomas. Qual o principal papel desempenhado pelas células dendríticas no desenvolvimento dessa condição alérgica?
Células dendríticas → ativação Th2 → citocinas (IL-4, IL-5, IL-13) → produção de IgE e rinite.
As células dendríticas atuam como as principais células apresentadoras de antígenos (APCs) na mucosa nasal, direcionando a diferenciação de linfócitos T virgens para o perfil Th2, essencial para a cascata alérgica.
A rinite alérgica é uma doença inflamatória da mucosa nasal mediada por IgE, caracterizada por sintomas como rinorreia, espirros, prurido e obstrução nasal. A fisiopatologia envolve duas fases: a fase de sensibilização e a fase efetora. Na sensibilização, as células dendríticas capturam o alérgeno e promovem a diferenciação Th2. Na fase efetora, a reexposição ao alérgeno leva à degranulação de mastócitos e recrutamento de células inflamatórias. Compreender o papel das células dendríticas é fundamental para o desenvolvimento de terapias imunomoduladoras, como a imunoterapia específica para alérgenos, que visa 'reprogramar' a resposta imune de um perfil Th2 para um perfil Th1 ou induzir células T reguladoras (Tregs). O domínio desses conceitos imunológicos é frequentemente cobrado em provas de residência médica de alto nível.
As células dendríticas funcionam como células apresentadoras de antígenos (APCs) profissionais. Elas capturam os alérgenos inalados na mucosa nasal, processam-nos e migram para os linfonodos regionais. Lá, apresentam os peptídeos antigênicos aos linfócitos T virgens (Th0) via MHC de classe II. No contexto da rinite alérgica, essa interação, mediada por coestimuladores, induz a diferenciação desses linfócitos em células T helper do tipo 2 (Th2), que são as principais orquestradoras da inflamação alérgica subsequente.
Uma vez diferenciadas, as células Th2 secretam citocinas específicas, como IL-4, IL-5 e IL-13. A IL-4 e a IL-13 estimulam os linfócitos B a realizarem a troca de classe de anticorpos para a produção de IgE específica contra o alérgeno. A IL-5 é crucial para o recrutamento e ativação de eosinófilos. A IgE liga-se aos receptores de alta afinidade nos mastócitos; em uma exposição subsequente, o alérgeno cruza essas IgEs, causando a degranulação e liberação de histamina, gerando os sintomas imediatos.
A alternativa A está incorreta porque a resposta mediada por linfócitos T helper 1 (Th1) está associada à imunidade celular contra patógenos intracelulares e à produção de Interferon-gama (IFN-γ). Na rinite alérgica e em outras doenças atópicas, ocorre um desequilíbrio imunológico com predomínio da via Th2 sobre a Th1. A ativação da via Th1 geralmente tem um papel protetor ou supressor em relação ao desenvolvimento de alergias, conforme postulado pela hipótese da higiene.
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