UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Samuel, 6 anos, é levado a consulta pediátrica com queixa de espirros em salvas, prurido e obstrução nasal associados a lacrimejamento. A criança informa que os sintomas pioram à noite e que o início do quadro foi há cerca de 3 semanas. No exame físico: lábios abertos e ressecados, protusão de dentes superiores, mordida aberta e cruzada e obstrução nasal, sem outros achados. A conduta CORRETA para o caso é
Criança com rinite alérgica (espirros, prurido, obstrução) → controle ambiental + anti-histamínico oral (desloratadina) ou corticoide nasal (budesonida).
O quadro clínico de espirros em salvas, prurido, obstrução nasal e lacrimejamento em uma criança, com piora noturna e duração de semanas, é altamente sugestivo de rinite alérgica. Os achados de exame físico (lábios abertos, protusão de dentes, mordida aberta) indicam cronicidade da obstrução nasal. A conduta correta envolve controle ambiental e tratamento farmacológico com anti-histamínicos orais de segunda geração (como desloratadina) ou corticosteroides nasais (como budesonida).
A rinite alérgica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas superiores, desencadeada pela exposição a alérgenos. É uma das condições crônicas mais comuns na infância, afetando significativamente a qualidade de vida, o sono e o desempenho escolar. A prevalência tem aumentado globalmente, e é frequentemente associada a outras condições atópicas, como asma e dermatite atópica. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são essenciais para evitar complicações e melhorar o bem-estar da criança. A fisiopatologia envolve uma resposta imunológica mediada por IgE a alérgenos inalatórios, resultando na liberação de mediadores inflamatórios que causam os sintomas característicos. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas (espirros, prurido, rinorreia, obstrução nasal) e no exame físico (olheiras alérgicas, prega nasal transversa, "saudação alérgica", alterações dentofaciais por respiração oral crônica). A pesquisa de desencadeantes é crucial para o manejo. O tratamento da rinite alérgica é multifacetado, incluindo controle ambiental para reduzir a exposição a alérgenos, e farmacoterapia. Os anti-histamínicos orais de segunda geração (não sedativos) são eficazes para prurido, espirros e rinorreia. Os corticosteroides nasais são a terapia de primeira linha para sintomas persistentes e moderados a graves, devido à sua potente ação anti-inflamatória local. A lavagem nasal com solução salina também é um adjuvante útil. A remoção de adenoides e amígdalas não é tratamento primário para rinite alérgica, mas pode ser considerada se houver hipertrofia obstrutiva significativa e refratária.
Os sintomas incluem espirros frequentes (em salvas), prurido nasal e ocular, rinorreia aquosa (coriza), obstrução nasal e lacrimejamento. Podem ocorrer também tosse, dor de garganta e fadiga.
O controle ambiental é fundamental para reduzir a exposição a alérgenos (ácaros, pólen, pelos de animais), diminuindo a frequência e intensidade dos sintomas e a necessidade de medicação. Inclui limpeza regular, uso de capas antiácaro e evitar carpetes.
As opções incluem anti-histamínicos orais de segunda geração (como desloratadina, loratadina, cetirizina) para alívio dos sintomas agudos, e corticosteroides nasais (como budesonida, fluticasona) para controle da inflamação crônica, sendo estes últimos a primeira linha para sintomas persistentes.
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