SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2021
Mulher, 25 anos de idade, moradora de Salvador, comparece ao ambulatório de clínica médica queixando-se de prurido nasal e em conduto auditivo frequentes. Relata ter quadros semelhantes desde a infância, associados a salvas de espirros, obstrução nasal e coriza hialina. Mudou-se há cerca de dois meses e, desde então, vem tendo queixas praticamente diárias, impedindo o sono e dificultando prestar atenção às aulas na faculdade. Refere que o seu quarto possui tapete e uma coleção de bichos de pelúcia. A cama fica encostada numa parede que separa o quarto do banheiro. Possui um cágado de estimação. Não possui plantas. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, com sinais vitais estáveis. Ausculta cardiorrespiratória e exame abdominal normal. Mucosa nasal pálida, com presença de rinorreia clara e gotejamento pós-nasal posterior.Identifique as afecções classicamente associadas ao diagnóstico do caso.
Rinite alérgica (prurido, espirros, coriza hialina) → comorbidades atópicas como ptiríase alba e esofagite eosinofílica.
O quadro clínico de rinite alérgica, com sintomas nasais clássicos e fatores ambientais, está frequentemente associado a outras manifestações atópicas. A ptiríase alba é uma forma de dermatite atópica, e a esofagite eosinofílica é uma doença inflamatória crônica do esôfago, ambas comumente ligadas à atopia.
A rinite alérgica é uma doença inflamatória crônica da mucosa nasal, mediada por IgE, desencadeada pela exposição a alérgenos. É uma das doenças alérgicas mais comuns, com alta prevalência global, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Sua importância clínica reside no impacto sobre o sono, desempenho escolar/profissional e na forte associação com outras condições atópicas, formando a chamada 'marcha atópica'. A fisiopatologia envolve uma resposta imune exagerada a alérgenos inalados, levando à liberação de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos) que causam os sintomas. Os fatores desencadeantes incluem ácaros da poeira, pólen, pelos de animais e fungos. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sintomas típicos (prurido, espirros, coriza hialina, obstrução nasal) e exame físico (mucosa nasal pálida, edemaciada). Testes alérgicos (prick test ou IgE específica) podem identificar os alérgenos. O tratamento da rinite alérgica envolve a evitação de alérgenos, uso de medicamentos (anti-histamínicos orais e tópicos, corticosteroides nasais) e, em casos selecionados, imunoterapia específica. As afecções classicamente associadas incluem a ptiríase alba (uma manifestação de dermatite atópica) e a esofagite eosinofílica, que frequentemente coexistem e devem ser investigadas, reforçando a natureza sistêmica da atopia.
Os sintomas clássicos incluem prurido nasal, ocular e/ou faríngeo, espirros em salvas, obstrução nasal (congestão), rinorreia hialina (coriza clara) e, por vezes, gotejamento pós-nasal.
Ptiríase alba é uma condição cutânea comum, caracterizada por manchas hipopigmentadas, que é considerada uma forma menor ou manifestação da dermatite atópica, frequentemente associada a outras atopias como a rinite alérgica.
A esofagite eosinofílica é uma doença inflamatória crônica do esôfago, caracterizada por infiltração de eosinófilos, que causa disfagia e impactação alimentar. É fortemente associada a outras condições atópicas, como rinite alérgica e asma.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo