HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2023
Criança do sexo masculino de 8 anos de idade comparece em consulta de seguimento ambulatorial para asma e rinite alérgica. Sua mãe refere que nos últimos 3 meses o paciente apresenta quadro intermitente de coriza, espirros ao acordar e obstrução nasal. Estes episódios ocorrem cerca de 2 vezes por semana, em média, em duas das quatro semanas de cada mês. Nestes períodos, mantém bom controle dos sintomas da asma com o uso de formoterol e budesonida em dose baixa, conseguindo ir para a escola, fazer esportes e sem apresentar alterações de sono. Adicionalmente, continua fazendo lavagem nasal com soro fisiológico, mas não está em uso de medicação nasal.Qual é a classificação da rinite alérgica apresentada pelo paciente?
Rinite < 4 dias/sem OU < 4 sem/ano + sem impacto funcional = Intermitente Leve.
A classificação da rinite alérgica baseia-se na duração dos sintomas (intermitente vs persistente) e na gravidade/impacto na qualidade de vida (leve vs moderada/grave).
A rinite alérgica é uma das doenças crônicas mais comuns na infância e frequentemente coexiste com a asma (conceito de via aérea única). A classificação ARIA (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma) substituiu a antiga classificação baseada apenas na exposição sazonal. No caso clínico, o paciente apresenta sintomas 2 vezes por semana em 2 semanas do mês, o que preenche o critério de intermitente. Como não há impacto no sono ou atividades, é classificada como leve. O manejo adequado melhora significativamente o controle da asma associada.
A rinite é classificada como intermitente quando os sintomas ocorrem em menos de 4 dias por semana OU por menos de 4 semanas consecutivas. Se os sintomas ultrapassarem ambos os critérios (4 ou mais dias por semana E por 4 ou mais semanas consecutivas), ela é classificada como persistente.
A rinite é considerada moderada/grave se o paciente apresentar um ou mais dos seguintes: distúrbio do sono, prejuízo nas atividades diárias/esporte/lazer, prejuízo escolar ou profissional, ou se os sintomas forem considerados muito perturbadores pelo paciente.
Para casos leves e intermitentes, o tratamento pode incluir lavagem nasal com solução salina e uso de anti-histamínicos H1 de segunda geração (não sedantes) conforme a necessidade. O corticoide nasal é geralmente reservado para casos persistentes ou moderados/graves.
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