UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 35a, G5P4C0A1, vem à Unidade Básica de Saúde para orientação de anticoncepção. Antecedente pessoal: tuberculose em tratamento com rifampicina e isoniazida. Paciente não deseja uso de método contraceptivo intrauterino. O MÉTODO INDICADO É:
Rifampicina ↓ eficácia de contraceptivos hormonais (exceto DIU/DMPA) → usar método não hormonal ou DIU.
A rifampicina, um potente indutor enzimático hepático (citocromo P450), acelera o metabolismo de hormônios esteroides, reduzindo a eficácia de muitos contraceptivos hormonais. Em pacientes usando rifampicina, métodos como o DIU (cobre ou hormonal) ou contraceptivos injetáveis de depósito (DMPA) são preferíveis, ou métodos não hormonais.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com tuberculose em tratamento é um desafio clínico importante devido às interações medicamentosas. A rifampicina, um dos pilares do tratamento da tuberculose, é um potente indutor enzimático hepático, o que impacta diretamente a eficácia de diversos contraceptivos hormonais. Compreender essas interações é fundamental para evitar falhas contraceptivas e gestações indesejadas. A rifampicina acelera o metabolismo dos esteroides sexuais (estrogênios e progestágenos) através da indução do citocromo P450, diminuindo suas concentrações plasmáticas. Isso compromete a eficácia de anticoncepcionais orais combinados, anticoncepcionais orais de progestágeno isolado, anéis vaginais, adesivos transdérmicos e implantes de etonogestrel. A isoniazida, por outro lado, não possui essa interação significativa. Para pacientes em uso de rifampicina, os métodos contraceptivos de escolha são aqueles não afetados pela indução enzimática, como o DIU de cobre, o DIU hormonal (levonorgestrel) e o acetato de medroxiprogesterona de depósito (DMPA injetável). Métodos de barreira (preservativo) também são opções seguras. É crucial orientar a paciente sobre essas interações e garantir a escolha de um método eficaz e seguro.
A rifampicina é um potente indutor do sistema enzimático citocromo P450 no fígado, o que acelera o metabolismo dos hormônios esteroides presentes nos contraceptivos, diminuindo suas concentrações plasmáticas e, consequentemente, sua eficácia.
Métodos não hormonais (preservativo, diafragma) ou métodos hormonais que não são afetados significativamente pela indução enzimática, como o DIU de cobre, o DIU hormonal (levonorgestrel) e o acetato de medroxiprogesterona de depósito (DMPA injetável).
Não, o implante de etonogestrel tem sua eficácia reduzida pela rifampicina devido à indução enzimática, aumentando o risco de falha contraceptiva.
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