Revised Trauma Score (RTS): Parâmetros e Aplicação

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Em relação no atendimento pré-hospitalar que é fundamental para salvar vítimas de trauma, considere o escore de trauma revisado. O mesmo é composto por três variáveis, a saber: escala de coma de Glasgow, frequência cardíaca e o terceiro parâmetro é o(a):

Alternativas

  1. A) Tempo de enchimento capilar.
  2. B) Pressão sanguínea.
  3. C) Saturação de oxigênio periférica medida pelo oxímetro.
  4. D) Frequência respiratória.
  5. E) Diurese.

Pérola Clínica

RTS = Escala de Coma de Glasgow + Pressão Arterial Sistólica + Frequência Respiratória.

Resumo-Chave

O Revised Trauma Score (RTS) é um índice fisiológico de triagem que utiliza GCS, PAS e FR para determinar a gravidade e o prognóstico do paciente traumatizado.

Contexto Educacional

O Revised Trauma Score foi desenvolvido para simplificar o Trauma Score original, removendo variáveis de difícil avaliação em campo, como o enchimento capilar e a expansibilidade respiratória. Ele foca em alterações fisiológicas agudas que refletem a gravidade das lesões cranianas, hemorrágicas e respiratórias. Na prática, um RTS baixo indica necessidade de intervenção imediata e transporte rápido para unidades especializadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os três componentes do Revised Trauma Score (RTS)?

O Revised Trauma Score (RTS) é composto por três parâmetros fisiológicos: 1. Escala de Coma de Glasgow (ECG), que avalia o nível de consciência; 2. Pressão Arterial Sistólica (PAS), que avalia o status hemodinâmico; e 3. Frequência Respiratória (FR), que avalia a estabilidade ventilatória. Cada parâmetro recebe uma pontuação de 0 a 4, baseada em faixas pré-definidas de valores.

Como é feita a pontuação do RTS?

Para cada variável, atribui-se um valor: ECG (13-15=4, 9-12=3, 6-8=2, 4-5=1, 3=0); PAS (>89=4, 76-89=3, 50-75=2, 1-49=1, 0=0); e FR (10-29=4, >29=3, 6-9=2, 1-5=1, 0=0). O RTS total pode ser usado para triagem em campo (soma simples de 0 a 12) ou para análise estatística de sobrevida, onde cada componente é multiplicado por um peso específico (coeficientes de regressão).

Qual a utilidade prática do RTS no atendimento ao trauma?

O RTS é amplamente utilizado no atendimento pré-hospitalar e na chegada ao hospital para triagem rápida. Pacientes com um RTS menor ou igual a 11 são geralmente considerados graves e devem ser encaminhados para centros de trauma de nível I. Além da triagem, o RTS é uma ferramenta poderosa para prever a probabilidade de sobrevida e para comparar resultados entre diferentes sistemas de atendimento ao trauma.

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