UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Homem de 64 de anos de idade admitido no Pronto-Socorro com hematoma em MSD há 2 dias, hematúria há um dia e copiosa hematêmese há 6 horas, acompanhada de tontura, fraqueza e sudorese. Paciente em uso de Warfarina 5 mg ao dia há cerca de 2 anos por apresentar TVP de repetição, com bom controle nos últimos 12 meses, segundo registros de seu cartão da clínica de anticoagulação onde faz acompanhamento.Em uso de captopril e sinvastatina.Qual o teste de escolha para avaliação deste paciente no Pronto-Socorro?Além da suspensão da droga, cite duas medidas imprescindíveis para controle do sangramento:
Sangramento grave por Warfarina → Teste de escolha: INR. Medidas: Vitamina K e CCP/PFC.
Em pacientes com sangramento grave em uso de Warfarina, o INR é o exame laboratorial essencial para avaliar o grau de anticoagulação. Além da suspensão imediata da droga, a reversão rápida da anticoagulação é feita com Vitamina K (para síntese de fatores) e Concentrado de Complexo Protrombínico (CCP) ou Plasma Fresco Congelado (PFC) para reposição imediata dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K.
A Warfarina é um anticoagulante oral amplamente utilizado para prevenir eventos tromboembólicos em condições como fibrilação atrial, trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar. Seu mecanismo de ação envolve a inibição da vitamina K epóxido redutase, impedindo a ativação dos fatores de coagulação II, VII, IX e X. O monitoramento da anticoagulação é feito pelo INR, que deve ser mantido dentro de uma faixa terapêutica específica para cada indicação. No entanto, o uso da Warfarina acarreta um risco significativo de sangramento, que pode variar de leve a grave e com risco de vida. Em casos de sangramento grave ou com risco de vida, a reversão da anticoagulação é uma emergência médica. A primeira medida é sempre a suspensão imediata da Warfarina. Para uma reversão mais rápida e eficaz, a Vitamina K deve ser administrada, preferencialmente por via intravenosa em casos graves, para restaurar a síntese dos fatores de coagulação. Contudo, o efeito da Vitamina K não é imediato, levando algumas horas para ser observado. Para uma reversão imediata, especialmente em sangramentos com risco de vida, o Concentrado de Complexo Protrombínico (CCP) é a opção preferencial, pois contém os fatores de coagulação II, VII, IX e X em altas concentrações. Alternativamente, o Plasma Fresco Congelado (PFC) pode ser utilizado, embora exija um volume maior e tenha um início de ação mais lento que o CCP. O manejo de pacientes com sangramento induzido por Warfarina exige uma avaliação rápida e uma intervenção decisiva. Residentes devem estar familiarizados com os protocolos de reversão, a dosagem da Vitamina K e a indicação de produtos sanguíneos como CCP e PFC, considerando sempre o balanço entre o risco de sangramento e o risco de trombose. A comunicação clara com o paciente e a equipe é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.
O teste de escolha é o INR (International Normalized Ratio), que é derivado do Tempo de Protrombina (TP). O INR é padronizado para monitorar a eficácia da Warfarina e avaliar o grau de anticoagulação.
As medidas imprescindíveis são a administração de Vitamina K (para restaurar a síntese hepática dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K) e a reposição imediata dos fatores com Concentrado de Complexo Protrombínico (CCP) ou, se não disponível, Plasma Fresco Congelado (PFC).
CCP ou PFC são indicados em situações de sangramento grave ou que ameace a vida, ou quando há necessidade de reversão rápida da anticoagulação para um procedimento cirúrgico de emergência, devido ao seu efeito imediato na reposição dos fatores de coagulação.
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