UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Em relação aos tipos de enxerto que podem ser utilizados em cirurgia de Revascularização do Miocárdio, o melhor em relação ao tempo de patência quando o alvo da revascularização é a artéria descendente anterior:
Artéria Torácica Interna (Mamária) → melhor patência a longo prazo (>90% em 10 anos) para a DA.
A utilização da artéria torácica interna esquerda para revascularizar a artéria descendente anterior é o padrão-ouro na CRM devido à sua superioridade biológica e resistência à aterosclerose.
A cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) visa restaurar o fluxo sanguíneo para o miocárdio isquêmico. A escolha do conduto é determinante para o prognóstico a longo prazo. A artéria descendente anterior irriga a maior parte da massa ventricular esquerda, tornando sua revascularização com o melhor enxerto disponível (ATI esquerda) o passo mais crítico da cirurgia.
A ATI possui uma lâmina elástica interna contínua e produz óxido nítrico e prostaciclinas em níveis elevados, o que confere resistência intrínseca à aterosclerose e adaptação ao fluxo coronariano, mantendo patência superior a 90% em 10 anos.
A veia safena é amplamente utilizada para revascularizar outros vasos (como a coronária direita ou ramos da circunflexa) devido à sua facilidade de obtenção e comprimento, mas sua patência em 10 anos é de apenas 50-60%.
A artéria radial é uma excelente opção como segundo enxerto arterial, especialmente em pacientes jovens e com estenoses graves (>70-90%) no vaso alvo, apresentando patência superior à veia safena, embora inferior à ATI.
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