FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo masculino, 62 anos de idade, ex tabagista, com histórico de infarto prévio há 4 anos, apresenta dispneia progressiva aos esforços, ortopneia, aliviada com repouso; e episódios semanais de angina aos esforços moderados. Está em uso de carvedilol, enalapril e furosemida, com adesão parcial. Ao exame, crepitações bibasais, 83 audível e turgência jugular. Exames: ECG: QRS 150 ms com BRE, ecocardiograma: fração de ejeção (FE) 28%, hipocinesia difusa. BNP: 980 pg/ml. Coronariografia anterior, doença arterial coronariana (DAC) triarterial com lesões graves, sem revascularização prévia. Ressonância cardíaca áreas de fibrose subendocárdica e miocárdio viável em parede anterior e septo. Com relação ao quadro clinico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA
DAC triarterial + angina + FE reduzida + miocárdio viável → Revascularização cirúrgica = prioridade para melhorar sintomas e prognóstico.
Pacientes com doença arterial coronariana multiarterial grave, angina refratária e disfunção ventricular esquerda com miocárdio viável devem ser considerados para revascularização miocárdica cirúrgica; esta abordagem pode melhorar a função cardíaca e os sintomas isquêmicos.
A decisão de revascularização miocárdica em pacientes com insuficiência cardíaca de etiologia isquêmica é complexa e deve considerar múltiplos fatores. A presença de doença arterial coronariana multiarterial grave, angina pectoris limitante e, crucialmente, a demonstração de miocárdio viável em áreas disfuncionais, são fortes indicadores para a revascularização. A melhora da perfusão nessas áreas pode levar à recuperação da função ventricular, alívio dos sintomas e melhoria do prognóstico a longo prazo. A avaliação da viabilidade miocárdica, geralmente por ressonância cardíaca ou cintilografia, é fundamental para identificar o miocárdio que pode se beneficiar da revascularização. Embora a terapia de ressincronização cardíaca (TRC) e o cardiodesfibrilador implantável (CDI) sejam importantes no manejo da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e QRS largo, a abordagem da isquemia subjacente com revascularização deve ser considerada prioritária quando há evidência de miocárdio viável e angina significativa. A otimização da terapia medicamentosa para insuficiência cardíaca é sempre um pilar do tratamento, mas pode não ser suficiente para pacientes com isquemia persistente e miocárdio hibernante.
A revascularização é indicada em pacientes com insuficiência cardíaca de etiologia isquêmica, especialmente na presença de angina refratária, doença multiarterial grave e evidência de miocárdio viável.
A avaliação da viabilidade miocárdica é crucial, pois a revascularização de áreas viáveis pode levar à melhora da função ventricular esquerda, redução de sintomas e melhor prognóstico.
A TRC é indicada para pacientes com insuficiência cardíaca sintomática, FEVE reduzida (<35%), ritmo sinusal e QRS largo (>150ms, especialmente com BRE), apesar da terapia medicamentosa otimizada.
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