IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Em qual dos seguintes pacientes a revascularização coronariana seria mais indicada?
Revascularização coronariana indicada para angina estável + estenose significativa (>70%) em vasos importantes (ex: DA).
A revascularização coronariana (seja por cirurgia de revascularização do miocárdio - CRM ou intervenção coronariana percutânea - ICP) é mais indicada em pacientes sintomáticos (como angina estável) com estenoses significativas em artérias coronárias importantes, como a artéria descendente anterior esquerda (DA), que irriga uma grande parte do ventrículo esquerdo.
A doença arterial coronariana (DAC) é uma das principais causas de morbimortalidade global. A revascularização coronariana, seja por cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) ou intervenção coronariana percutânea (ICP), visa restaurar o fluxo sanguíneo para o miocárdio isquêmico, aliviando sintomas e melhorando o prognóstico em pacientes selecionados. A decisão de revascularizar é complexa e baseia-se na gravidade dos sintomas, extensão da isquemia, anatomia das lesões coronarianas e comorbidades do paciente. Pacientes com angina estável refratária ao tratamento clínico otimizado, ou aqueles com isquemia miocárdica extensa demonstrada em testes funcionais, são candidatos à revascularização. A presença de estenoses significativas (geralmente >70%) em vasos importantes, como a artéria descendente anterior esquerda (DA), que irriga uma grande área do ventrículo esquerdo, é um forte indicativo. A estenose de 85% na DA em um paciente com angina estável, como no caso, representa uma indicação clara para revascularização. Para residentes, é fundamental compreender os critérios para indicação de revascularização, diferenciando lesões hemodinamicamente significativas daquelas que podem ser manejadas clinicamente. A escolha entre CRM e ICP envolve a avaliação de fatores como doença multiarterial, lesões complexas, função ventricular e risco cirúrgico, sendo frequentemente discutida em Heart Teams multidisciplinares para otimizar os resultados para o paciente.
As principais indicações incluem angina refratária ao tratamento clínico, isquemia miocárdica extensa demonstrada em testes funcionais, lesões significativas em vasos importantes (como tronco da coronária esquerda ou DA proximal) e pacientes com disfunção ventricular.
A artéria descendente anterior esquerda (DA) irriga uma grande porção do septo interventricular e da parede anterior do ventrículo esquerdo. Estenoses significativas na DA, especialmente proximais, estão associadas a maior risco de eventos cardíacos e pior prognóstico.
A CRM (cirurgia de revascularização do miocárdio) é uma cirurgia de ponte de safena, mais invasiva. A ICP (intervenção coronariana percutânea) é um procedimento menos invasivo que utiliza balão e/ou stent. A escolha depende da complexidade da doença, comorbidades e preferência do paciente.
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