Revacinação BCG: Eficácia e Impacto no Calendário Vacinal

HUSE-Unirio - Hospital Universitário dos Servidores do Estado (RJ) — Prova 2015

Enunciado

 Um ensaio cluster-randomizado para verificar a proteção contra a tuberculose da revacinação com BCG em adolescentes foi realizado em 767 escolas nas cidades de Salvador e Manaus. O estudo foi aberto sem placebo. Casos de tuberculose foram identificados por meio de pareamento com o Programa de Controle da Tuberculose. O status revacinal foi mascarado durante a validação dos casos. A incidência de tuberculose foi o principal desfecho aferido. A análise foi realizada utilizando-se a intenção de tratar. A 386 escolas (176846 crianças) foi atribuído revacinação BCG e a 365 (171 293 crianças) não revacinação. 42053 crianças no grupo da vacina e 47006 no grupo de controle estavam ausentes da escola no dia da visita e foram excluídos. 31163 e 27146, respectivamente, também foram excluídos porque não tinham nenhuma cicatriz BCG, duas ou mais cicatrizes, ou uma cicatriz em dúvida durante a avaliação. A incidência bruta de tuberculose no grupo de intervenção foi de 29,3 por 100 000 pessoa-ano e no grupo controle 30,2 por 100.000 pessoas-ano (relação de taxa bruta 0,97; 95% CI 0,76-1,28). A eficácia da revacinação com BCG foi de 9% (16 a 29%). Baseado nestes resultados devemos concluir que a revacinação BCG:

Alternativas

  1. A)  Não deve ser administrada nas cidades onde aconteceu o estudo. 
  2. B)  Deve ser recomendada de acordo com o programa de vacinação dos estados. 
  3. C)  Não oferece proteção adicional suficiente e não deve fazer parte do calendário vacinal brasileiro. 
  4. D)  Só deve ser recomendada nas cidades que participaram do estudo. 
  5. E)  Não confere nenhuma proteção.

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