Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
De acordo com a Divisão Nacional de Pneumologia Sanitária, a revacinação é recomendável a:
Revacinação BCG → Profissionais de saúde PPD negativo (se expostos a risco).
A revacinação com BCG não é universalmente recomendada. No Brasil, a Divisão Nacional de Pneumologia Sanitária orienta a revacinação para profissionais de saúde com PPD negativo que estão expostos a alto risco de contaminação por tuberculose, visando aumentar a proteção.
A vacinação com BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) é uma das estratégias mais antigas e difundidas para o controle da tuberculose, especialmente em países com alta endemicidade. No Brasil, a BCG é parte do calendário vacinal infantil, administrada ao nascimento, com o objetivo principal de prevenir as formas graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea, que são mais letais em crianças. A importância clínica reside na redução da morbimortalidade infantil por tuberculose. A fisiopatologia da proteção da BCG envolve a indução de uma resposta imune mediada por células, que confere alguma proteção contra a infecção por Mycobacterium tuberculosis. O diagnóstico da necessidade de revacinação, conforme a Divisão Nacional de Pneumologia Sanitária, é específico para profissionais de saúde que apresentam PPD negativo e estão expostos a alto risco de contaminação. Nesses casos, a ausência de resposta ao PPD sugere que o indivíduo não foi infectado previamente e pode se beneficiar de uma dose de reforço para estimular a imunidade. O tratamento e a conduta em relação à BCG são bem estabelecidos. Para a população geral, a revacinação não é recomendada devido à falta de evidências de benefício adicional e à potencial interferência na interpretação de futuros testes tuberculínicos. O prognóstico da vacinação é bom na prevenção das formas graves. Pontos de atenção incluem a correta interpretação do PPD e a identificação dos grupos de risco que realmente se beneficiam da revacinação, evitando práticas desnecessárias ou ineficazes.
A vacinação BCG é indicada principalmente para recém-nascidos e crianças até 5 anos de idade, visando prevenir formas graves de tuberculose, como a miliar e a meníngea.
Estudos demonstraram que a revacinação BCG não confere proteção adicional significativa contra a tuberculose pulmonar na população geral, e a interpretação do PPD pode ser dificultada.
O PPD negativo em profissionais de saúde expostos a risco de tuberculose indica ausência de infecção prévia e, nesse contexto, a revacinação com BCG pode ser considerada para aumentar a imunidade.
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