UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Júnior tem 6 meses, é filho único de D. Sônia (23 anos), foi trazido à consulta de puericultura na UBS pela primeira vez, pois mudou de endereço. Mãe não tem queixas, a criança está em aleitamento materno exclusivo e é saudável, nasceu a termo com peso adequado e vem apresentando seu crescimento dentro das curvas de escore Z entre 0 e +1 para peso e comprimento; o perímetro cefálico dentro do percentil 50. Está com o calendário de vacinas atualizado. Ao exame físico, o estado geral é bom, os marcos do desenvolvimento neuropsicomotor estavam adequados à idade, demais itens do exame físico normais, exceto pela ausência de cicatriz vacinal do BCG (segundo a mãe, nunca formou nenhuma reação no local da vacina). Nesta consulta, a a conduta correta é:
RN < 5 anos sem cicatriz BCG → revacinar BCG; 6 meses → iniciar alimentação complementar, ferro profilático, vacinas de rotina, Vit A.
Em crianças menores de 5 anos, a ausência de cicatriz vacinal do BCG após a primeira dose é indicação para revacinação, sem necessidade de teste tuberculínico. Aos 6 meses, inicia-se a alimentação complementar, suplementação profilática de ferro e vitamina A, além das vacinas de rotina.
A puericultura é fundamental para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, prevenção de doenças e promoção da saúde. Aos 6 meses de idade, vários marcos importantes são atingidos e condutas específicas são necessárias. O aleitamento materno exclusivo é recomendado até essa idade, e a partir daí, inicia-se a alimentação complementar, mantendo o leite materno. A introdução da alimentação complementar deve ser gradual, com oferta de alimentos variados (papas de frutas, legumes, carnes), em consistência adequada à idade, e água nos intervalos. É um período crítico para a prevenção de deficiências nutricionais. A suplementação profilática de sulfato ferroso é indicada a partir dos 6 meses para todas as crianças em aleitamento materno exclusivo, devido ao esgotamento das reservas de ferro. A suplementação de vitamina A também é parte dos programas de saúde pública em muitas regiões, visando prevenir deficiências que podem levar a problemas de visão e imunidade. Quanto à vacinação, a ausência de cicatriz vacinal do BCG em crianças menores de 5 anos que receberam a vacina é uma indicação para revacinação, sem a necessidade de teste tuberculínico prévio, pois a ausência de cicatriz não garante proteção. As vacinas de rotina para 6 meses devem ser administradas conforme o calendário nacional.
A revacinação do BCG é indicada para crianças menores de 5 anos que não desenvolveram cicatriz vacinal após a primeira dose, sem a necessidade de realizar teste tuberculínico prévio.
Aos 6 meses, a alimentação complementar deve ser iniciada de forma gradual, com oferta de papas de frutas, legumes e carnes, em consistência adequada à idade, mantendo o aleitamento materno e oferecendo água nos intervalos.
A suplementação de sulfato ferroso é crucial a partir dos 6 meses para prevenir anemia ferropriva, devido ao esgotamento das reservas de ferro. A vitamina A é importante para a saúde ocular e imunidade, sendo administrada conforme programas de saúde pública.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo