IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma mulher de 32 anos, com dispareunia de profundidade e dor pélvica crônica, foi diagnosticada com retroversão uterina fixa. Dentre as afecções a seguir,aquelas que poderiam levar a uma retroversão fixa são:
Retroversão uterina fixa + dor pélvica → pensar em endometriose ou DIPA.
A retroversão uterina fixa, especialmente quando associada a dor pélvica crônica e dispareunia de profundidade, sugere a presença de aderências pélvicas. Endometriose e sequelas de Doença Inflamatória Pélvica Aguda (DIPA) são as causas mais comuns dessas aderências, que fixam o útero.
A retroversão uterina é uma variação anatômica comum, presente em cerca de 20-30% das mulheres, onde o útero se inclina posteriormente em relação ao colo. Na maioria dos casos, é uma condição fisiológica (útero móvel) e assintomática, não necessitando de tratamento. No entanto, quando a retroversão é fixa, ou seja, o útero não pode ser reposicionado manualmente, ela pode ser patológica e estar associada a sintomas como dor pélvica crônica e dispareunia de profundidade. A fisiopatologia da retroversão uterina fixa está intrinsecamente ligada à presença de aderências pélvicas que impedem a mobilidade uterina. As causas mais frequentes dessas aderências são a endometriose, especialmente a profunda que afeta os ligamentos uterossacros e o fundo de saco de Douglas, e as sequelas de Doença Inflamatória Pélvica Aguda (DIPA), que resultam em fibrose e aderências após processos infecciosos. O diagnóstico da retroversão uterina fixa é feito pelo exame ginecológico, onde o útero é palpado em retroversão e não é móvel. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética podem auxiliar na identificação das aderências e da doença subjacente. O tratamento visa abordar a causa subjacente, como o tratamento da endometriose ou das sequelas de DIPA, podendo envolver cirurgia para lise de aderências e correção da posição uterina, se os sintomas forem refratários.
Os sintomas mais comuns incluem dor pélvica crônica, dispareunia de profundidade (dor durante a relação sexual), dismenorreia e, em alguns casos, infertilidade, todos relacionados às aderências que fixam o útero.
A endometriose pode causar retroversão uterina fixa através da formação de implantes endometrióticos no ligamento uterossacro e no fundo de saco de Douglas, levando à formação de aderências e fibrose que fixam o útero em posição retrovertida.
A DIPA, especialmente quando não tratada ou recorrente, pode levar à formação de aderências pélvicas extensas como sequela. Essas aderências podem envolver o útero e os anexos, resultando na fixação do útero em retroversão.
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