UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Sobre a esteroidogênese e o ciclo menstrual, assinale a alternativa CORRETA:
Hipotálamo e hipófise interagem via sistema porta e feedback curto/ultracurto para regulação hormonal.
O sistema porta hipofisário é crucial para o transporte de GnRH do hipotálamo para a hipófise anterior, regulando a secreção de FSH e LH. Além do feedback longo dos esteroides, existem mecanismos de feedback curto e ultracurto entre hipotálamo e hipófise.
A regulação do ciclo menstrual é um processo complexo que envolve o eixo hipotálamo-hipófise-ovário. O hipotálamo secreta o hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), que atua na hipófise anterior via sistema porta hipofisário, estimulando a liberação de FSH e LH. Esses hormônios, por sua vez, agem nos ovários para promover a foliculogênese e a esteroidogênese. A esteroidogênese ovariana ocorre principalmente nas células da teca e da granulosa do folículo. As células da teca, estimuladas pelo LH, produzem androgênios. As células da granulosa, sob estímulo do FSH, convertem esses androgênios em estrogênios pela enzima aromatase. Os esteroides sexuais circulam majoritariamente ligados a proteínas transportadoras, como a SHBG, e apenas uma pequena fração está na forma livre e biologicamente ativa. O sistema de retroalimentação é fundamental para o controle do ciclo. Além do feedback longo dos esteroides ovarianos sobre o hipotálamo e a hipófise, existe o feedback curto, onde os hormônios hipofisários (FSH, LH) atuam no hipotálamo, e o feedback ultracurto, onde o próprio GnRH regula sua secreção. A compreensão desses mecanismos é crucial para o diagnóstico e tratamento de distúrbios reprodutivos.
Os principais mecanismos incluem o feedback longo (esteroides gonadais na hipófise/hipotálamo), feedback curto (hormônios hipofisários no hipotálamo) e feedback ultracurto (GnRH em si no hipotálamo).
O sistema porta hipofisário transporta o GnRH do hipotálamo para a hipófise anterior, estimulando a liberação de FSH e LH, que são essenciais para a esteroidogênese ovariana.
As células da teca, sob estímulo do LH, produzem androgênios. As células da granulosa, sob estímulo do FSH, convertem esses androgênios em estrogênios através da aromatase.
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