CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
São causas de retração palpebral com exposição escleral:
Graves + Blefaroplastia excessiva = Retração palpebral e exposição escleral (scleral show).
A retração palpebral ocorre por hiperatividade simpática do músculo de Müller na Orbitopatia de Graves ou por encurtamento da lamela anterior após blefaroplastias agressivas.
A retração palpebral é um sinal clínico crítico na oculoplástica e endocrinologia. A Orbitopatia de Graves é a causa sistêmica mais frequente, exigindo avaliação da função tireoidiana. Já a retração iatrogênica pós-blefaroplastia destaca a importância da preservação de tecidos e da avaliação da tensão palpebral horizontal pré-operatória. O manejo clínico foca na proteção da superfície ocular contra o ressecamento, enquanto o cirúrgico visa o alongamento das lamelas palpebrais. Para o residente, identificar se a causa é miogênica, neurogênica ou cicatricial é o primeiro passo para o diagnóstico diferencial correto.
Na Orbitopatia de Graves, a retração palpebral (Sinal de Dalrymple) é multifatorial. Ocorre principalmente devido à hiperatividade do músculo de Müller (estimulação simpática), fibrose e encurtamento do músculo levantador da pálpebra superior e dos músculos retos, além de possíveis aderências entre o levantador e os tecidos orbitários adjacentes. É o sinal clínico mais comum desta patologia, frequentemente associado à exoftalmia.
A exposição escleral ou 'scleral show' após blefaroplastia inferior geralmente decorre da remoção excessiva de pele (lamela anterior) ou de fibrose cicatricial no septo orbitário (lamela média). Isso gera uma tração vertical negativa que puxa a margem palpebral para baixo. A falta de suporte do canto lateral (frouxidão palpebral não corrigida) também contribui para a instabilidade da pálpebra inferior no pós-operatório.
A retração palpebral refere-se ao posicionamento da margem palpebral mais distante do centro da córnea (expondo a esclera), mas a margem permanece em contato com o globo ocular. No ectrópio, a margem palpebral se everte, perdendo o contato com a superfície ocular. Embora a retração grave possa levar ao ectrópio cicatricial, são entidades semiológicas distintas com mecanismos fisiopatológicos diferentes.
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