SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Os conhecimentos em anátomo-fisiologia têm grande relevância cirúrgica. Assinale a alternativa que elenca CORRETAMENTE o procedimento cirúrgico, a estrutura anatômica lesada e a complicação pós-operatória associada.
Retossigmoidectomia → lesão plexo hipogástrico → ejaculação retrógrada (disfunção autonômica).
A cirurgia pélvica, como a retossigmoidectomia, pode lesar o plexo hipogástrico, resultando em disfunções sexuais e urinárias. A ejaculação retrógrada é uma complicação específica da lesão autonômica que afeta a inervação da bexiga e dos órgãos genitais internos.
O conhecimento aprofundado da anatomia cirúrgica é fundamental para prevenir complicações e otimizar os resultados pós-operatórios. A cirurgia abdominal e pélvica, em particular, envolve estruturas nervosas complexas que, se lesadas, podem resultar em disfunções significativas e impactar a qualidade de vida do paciente. A identificação e preservação dessas estruturas são pilares da técnica cirúrgica moderna, especialmente em procedimentos como a retossigmoidectomia, onde a proximidade com o plexo hipogástrico é crítica. O plexo hipogástrico é uma rede nervosa autonômica que inerva os órgãos pélvicos, incluindo a bexiga, reto e órgãos genitais. Sua lesão durante a dissecção pélvica, comum em cirurgias para câncer retal, pode levar a uma série de disfunções. A ejaculação retrógrada, por exemplo, ocorre devido à falha no fechamento do colo da bexiga durante a ejaculação, permitindo que o sêmen entre na bexiga. Outras complicações incluem disfunção erétil, anejaculação e disfunção vesical neurogênica, como retenção urinária ou incontinência. Para o residente, é crucial entender não apenas a anatomia, mas também a fisiologia de cada estrutura e as consequências funcionais de sua lesão. A prevenção de lesões nervosas exige uma dissecção cuidadosa, identificação precoce das estruturas e uso de técnicas minimamente invasivas quando apropriado. O manejo das complicações, quando ocorrem, envolve abordagens multidisciplinares para restaurar a função e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Durante a cirurgia pélvica, especialmente na ressecção colorretal baixa, os nervos autonômicos do plexo hipogástrico superior e inferior estão em risco. A lesão desses nervos pode levar a disfunções urinárias (bexiga neurogênica) e sexuais (disfunção erétil, ejaculação retrógrada).
O plexo hipogástrico inerva o colo da bexiga e os ductos ejaculatórios. A lesão de suas fibras simpáticas pode impedir o fechamento do colo da bexiga durante a ejaculação, permitindo que o sêmen reflua para a bexiga em vez de ser ejetado para fora.
A lesão do nervo vago (troncos vagais) durante fundoplicatura pode causar retardo do esvaziamento gástrico. A lesão dos nervos laríngeos recorrentes durante esofagectomia pode levar à disfonia ou rouquidão. A lesão dos vasos gástricos curtos na esplenectomia pode causar isquemia da grande curvatura gástrica, não necrose do antro.
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