FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Ao retornar de uma expedição humanitária a uma área de catástrofe, um dos participantes apresentou náuseas intermitentes, eructações, grande quantidade de gases, queixas abdominais, fezes volumosas e com mau cheiro. Foi realizado exame de fezes, constatando a presença de formas trofozoítas do agente causador. O agente etiológico e a forma de contaminação provável para o caso apresentado são, respectivamente:
Náuseas, gases, fezes volumosas/mau cheiro + trofozoítas nas fezes + histórico de viagem → Giardíase por água/alimentos contaminados.
Os sintomas gastrointestinais crônicos (náuseas, eructações, gases, fezes volumosas e com mau cheiro) em um viajante que esteve em área de catástrofe, juntamente com a identificação de trofozoítas nas fezes, são altamente sugestivos de giardíase, uma infecção parasitária transmitida por água e alimentos contaminados com cistos.
A giardíase é uma infecção intestinal causada pelo protozoário flagelado Giardia lamblia (também conhecido como Giardia intestinalis ou duodenalis). É uma das parasitoses intestinais mais comuns em todo o mundo, especialmente em áreas com saneamento básico deficiente ou após desastres naturais, onde a contaminação da água é frequente. A doença pode variar de assintomática a quadros de diarreia crônica e má absorção, sendo um importante diferencial em pacientes com queixas gastrointestinais persistentes. A transmissão ocorre pela ingestão de cistos de Giardia presentes em água ou alimentos contaminados com fezes de indivíduos infectados. No intestino delgado, os cistos liberam trofozoítas, que se aderem à mucosa intestinal, causando inflamação e interferindo na absorção de nutrientes. Os sintomas incluem náuseas, eructações, flatulência, cólicas abdominais, distensão e diarreia com fezes volumosas e esteatorreia (gordura nas fezes), devido à má absorção. O diagnóstico é feito pela pesquisa de cistos ou trofozoítas nas fezes, sendo recomendado o exame de múltiplas amostras devido à eliminação intermitente do parasita. O tratamento da giardíase geralmente envolve medicamentos antiparasitários como metronidazol, tinidazol ou nitazoxanida. A prevenção é fundamental e inclui medidas de higiene pessoal (lavagem das mãos), saneamento básico adequado, e consumo de água potável e alimentos seguros, especialmente em viagens ou áreas de risco. Em áreas de catástrofe, a purificação da água é uma medida crítica para controlar a disseminação da doença.
Os sintomas mais comuns incluem diarreia crônica ou intermitente, náuseas, eructações, flatulência excessiva, cólicas abdominais, distensão abdominal e fezes volumosas e com mau cheiro (esteatorreia).
A Giardia lamblia é transmitida pela via fecal-oral, principalmente através da ingestão de cistos presentes em água e alimentos contaminados, ou por contato direto com fezes de pessoas ou animais infectados.
O diagnóstico da giardíase é feito pela identificação de cistos ou trofozoítas de Giardia lamblia em amostras de fezes, geralmente por exame parasitológico de fezes (EPF) em três amostras.
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