HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Durante a pandemia causada pelo COVID-19 o Colégio Brasileiro de Cirurgiões sugeriu no primeiro/segundo trimestres do ano a suspensão de cirurgias eletivas e os municípios propuseram medidas posteriormente para a retomada das mesmas. Dentre as medidas e propostas sugeridas pela Secretaria de Saúde do Estado de Goiás na Resolução de 20 de Agosto de 2020 assinale a INCORRETA.
Retomada cirurgias eletivas COVID-19: testagem pré-operatória, minimização equipe, consentimento informado, mas NÃO suspensão automática por comorbidade.
A retomada de cirurgias eletivas durante a pandemia de COVID-19 exige protocolos rigorosos, incluindo testagem pré-operatória, uso adequado de EPI e consentimento informado. A suspensão automática de cirurgias com base apenas em comorbidades ou idade, sem avaliação individualizada, não é uma prática recomendada, pois o risco-benefício deve ser ponderado.
A pandemia de COVID-19 impôs desafios significativos aos sistemas de saúde, levando à suspensão de cirurgias eletivas para preservar recursos e minimizar a exposição. Com a evolução do conhecimento sobre o vírus e a estabilização de alguns cenários epidemiológicos, protocolos para a retomada segura dessas cirurgias foram desenvolvidos, visando equilibrar a necessidade de tratamento com a segurança de pacientes e equipes. As diretrizes geralmente incluem a testagem obrigatória para SARS-CoV-2 (RT-PCR ou teste rápido de antígeno) antes do procedimento, para identificar pacientes infectados e assintomáticos. O uso rigoroso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por toda a equipe, a minimização do número de profissionais na sala cirúrgica, especialmente durante procedimentos geradores de aerossóis como a intubação, e a priorização de cirurgias de curta duração e internação são medidas comuns. Um ponto crucial é a avaliação individualizada do risco-benefício. Embora pacientes com comorbidades (como idosos, obesos, diabéticos, pneumopatas e renais crônicos) tenham maior risco de complicações por COVID-19, a suspensão categórica de suas cirurgias eletivas não é a abordagem correta. Cada caso deve ser avaliado, ponderando o risco de infecção e complicações versus o risco de adiamento do procedimento. O consentimento informado do paciente, abordando os riscos de exposição ao COVID-19, também é fundamental.
A testagem pré-operatória é crucial para identificar pacientes assintomáticos ou pré-sintomáticos, reduzindo o risco de transmissão viral na sala cirúrgica e protegendo tanto a equipe quanto o próprio paciente de complicações pós-operatórias relacionadas à COVID-19.
Recomenda-se minimizar o número de pessoas na sala cirúrgica, usar EPI completo (incluindo N95/PFF2, óculos de proteção, avental impermeável), e realizar a intubação/extubação em ambiente controlado com o mínimo de aerossolização.
Não, a idade avançada ou a presença de comorbidades não contraindicam automaticamente. A decisão deve ser individualizada, considerando o risco-benefício da cirurgia, o controle das comorbidades, o risco de exposição ao vírus e o prognóstico da doença de base se a cirurgia for adiada.
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