UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 35a, retorna à Unidade Básica de Saúde para resultado de exames por quadro de dor abdominal, perda de peso e evacuações com sangue. Exame físico: emagrecida, descorada +/4+; restante sem alterações. Colonoscopia: aspecto granular da mucosa de forma contínua, com perda do padrão vascular e presença de erosões no segmento retosigmóide. FATORES DE RISCO PARA CÂNCER ASSOCIADOS AO QUADRO SÃO:
RCU + Duração prolongada + Colangite Esclerosante Primária → ↑ Risco Câncer Colorretal.
O quadro clínico e colonoscópico sugere Retocolite Ulcerativa (RCU). Pacientes com RCU têm risco aumentado de câncer colorretal. Fatores de risco importantes incluem a duração prolongada da doença, a extensão da inflamação (especialmente doença pan-colônica) e a presença de colangite esclerosante primária, uma complicação extraintestinal associada à RCU.
A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto, caracterizada por inflamação contínua da mucosa. Pacientes com RCU têm um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal (CCR) em comparação com a população geral, o que torna a vigilância e a identificação de fatores de risco essenciais na prática clínica. Diversos fatores contribuem para o aumento do risco de CCR em pacientes com RCU. A duração prolongada da doença é um dos mais importantes, com o risco aumentando significativamente após 8-10 anos de diagnóstico. A extensão da inflamação também é crucial; pacientes com doença pan-colônica (envolvimento de todo o cólon) apresentam risco maior do que aqueles com proctite ou colite esquerda. A presença de colangite esclerosante primária (CEP), uma complicação hepática extraintestinal, é um fator de risco independente e potente para o desenvolvimento de CCR em pacientes com RCU, mesmo em casos de doença intestinal menos extensa ou de menor duração. A vigilância colonoscópica regular, com biópsias escalonadas, é fundamental para detectar displasia (precursora do câncer) ou CCR em estágios iniciais. O manejo da RCU visa controlar a inflamação para reduzir o risco de complicações, incluindo o câncer. O uso de imunobiológicos e aminossalicilatos ajuda a controlar a inflamação, mas não elimina completamente o risco de CCR, que é multifatorial e exige acompanhamento contínuo.
Os principais fatores incluem a duração prolongada da doença (acima de 8-10 anos), a extensão da inflamação (especialmente doença pan-colônica), a presença de colangite esclerosante primária e histórico familiar de câncer colorretal.
A colangite esclerosante primária é uma complicação extraintestinal da RCU que está fortemente associada a um risco significativamente maior de câncer colorretal, independentemente da extensão ou duração da doença intestinal.
A vigilância colonoscópica regular com biópsias múltiplas é crucial para detectar displasia ou câncer colorretal em estágio inicial em pacientes com RCU, permitindo intervenção precoce e melhor prognóstico.
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