Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Uma paciente de 35 anos apresenta-se com dor abdominal crônica, diarreia frequente com presença de sangue e muco, além de perda de peso significativa nos últimos meses. Ela relata episódios de febre baixa e fadiga constante. Os exames laboratoriais mostram anemia e elevação dos marcadores inflamatórios (PCR e VSG). A colonoscopia revela úlceras extensas e contínuas no cólon, sugerindo um diagnóstico de doença inflamatória intestinal (DII). Considerando as diretrizes atuais e as melhores práticas para o tratamento de DII, qual é a abordagem terapêutica inicial mais apropriada para esta paciente?
RCU com inflamação moderada: mesalazina (5-ASA) oral + tópica é a terapia inicial para indução e manutenção.
A descrição de úlceras extensas e contínuas no cólon é altamente sugestiva de Retocolite Ulcerativa (RCU). Para casos de RCU com atividade leve a moderada, a mesalazina (5-ASA) é a terapia de primeira linha, podendo ser usada tanto por via oral quanto tópica (supositórios/enemas) para otimizar o tratamento, especialmente em doença distal.
A Doença Inflamatória Intestinal (DII) engloba principalmente a Retocolite Ulcerativa (RCU) e a Doença de Crohn. A RCU é caracterizada por inflamação crônica e contínua da mucosa do cólon, sempre envolvendo o reto e estendendo-se proximalmente em graus variáveis. Os sintomas clássicos incluem diarreia com sangue e muco, dor abdominal, tenesmo, perda de peso e fadiga. O diagnóstico é confirmado por colonoscopia com biópsia, que revela úlceras extensas e contínuas, como descrito no caso. O tratamento da RCU visa induzir e manter a remissão, controlando a inflamação e melhorando a qualidade de vida do paciente. Para casos de atividade leve a moderada, a mesalazina (5-ASA) é a terapia de primeira linha. Este medicamento atua localmente na mucosa intestinal, reduzindo a inflamação. A combinação de formulações orais e tópicas (supositórios ou enemas) é frequentemente utilizada para otimizar a entrega do fármaco, especialmente quando há envolvimento do reto e sigmoide. A escolha da terapia inicial é crucial para evitar a progressão da doença e minimizar os efeitos adversos. Enquanto corticoides sistêmicos são potentes anti-inflamatórios, seu uso prolongado é associado a múltiplos efeitos colaterais, sendo geralmente reservados para indução de remissão em casos mais graves ou refratários. Terapias biológicas (como os anti-TNF) representam uma escalada terapêutica para pacientes com doença moderada a grave que não respondem às terapias convencionais ou que são dependentes de corticoides.
A RCU tipicamente apresenta diarreia sanguinolenta, dor abdominal, tenesmo, perda de peso e fadiga. Endoscopicamente, observa-se inflamação contínua da mucosa colônica, começando no reto e se estendendo proximalmente, com úlceras e pseudopólipos.
A mesalazina é um anti-inflamatório tópico que atua na mucosa intestinal, sendo eficaz para induzir e manter a remissão em casos de RCU leve a moderada, com um perfil de segurança favorável.
Corticoides sistêmicos são usados para indução de remissão em casos moderados a graves ou refratários à mesalazina. Terapias biológicas (anti-TNF) são reservadas para casos graves, refratários ou dependentes de corticoides.
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