UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021
Em relação às afirmativas abaixo, assinale V ou F:I - A RCUI pode ser mais leve em fumantes do que em não fumantes.II - Em pacientes com RCUI com elevação dos níveis de Fosfatase alcalina e GGT, deve ser considerado o diagnóstico de Colangite Biliar Primária.III - Eritema nodoso, artropatia periférica ou episclerite não se correlacionam com a atividade da doença da RCUI.IV - Presença de sangue nas fezes, febre e taquicardia caracterizam a forma grave da RCUI.Assinale a alternativa correta:
RCUI: Tabagismo pode ser protetor; Colangite Esclerosante Primária (CEP) associada; Manifestações extraintestinais correlacionam-se com atividade.
A Retocolite Ulcerativa Idiopática (RCUI) tem uma relação complexa com o tabagismo, que pode atenuar a doença. É crucial diferenciar a Colangite Esclerosante Primária (CEP), comum em RCUI, da Colangite Biliar Primária (CBP). Além disso, manifestações como eritema nodoso e artrite periférica geralmente refletem a atividade da doença intestinal.
A Retocolite Ulcerativa Idiopática (RCUI) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e imunológicos. Compreender suas manifestações, tanto intestinais quanto extraintestinais, é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, especialmente para residentes. As manifestações extraintestinais da RCUI são diversas e podem afetar pele, articulações, olhos e trato hepatobiliar. É crucial reconhecer que algumas delas, como eritema nodoso e artrite periférica, tendem a se correlacionar com a atividade da doença intestinal, enquanto outras, como a Colangite Esclerosante Primária (CEP), podem ter um curso independente. A elevação de fosfatase alcalina e GGT em pacientes com RCUI deve sempre levantar a suspeita de CEP, uma complicação grave. O tabagismo apresenta um paradoxo na RCUI, sendo considerado um fator protetor que pode atenuar a gravidade da doença, ao contrário do que ocorre na Doença de Crohn. A avaliação da gravidade da RCUI é essencial para guiar a terapêutica, sendo os critérios de Truelove e Witts amplamente utilizados para classificar a doença em leve, moderada ou grave, com base em sintomas como sangramento retal, frequência de evacuações, febre e taquicardia.
Manifestações como eritema nodoso, pioderma gangrenoso, artrite periférica e episclerite geralmente refletem a atividade inflamatória intestinal na RCUI.
O tabagismo é um fator protetor na RCUI, podendo levar a um curso mais leve da doença, diferentemente da Doença de Crohn, onde agrava o quadro.
A gravidade da RCUI é avaliada por critérios como os de Truelove e Witts, que incluem frequência de evacuações com sangue, febre, taquicardia, anemia e VHS elevado.
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