SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Um paciente portador de retocolite ulcerativa vinha em uso de mesalazina 2,4 g/dia quando foi internado com agudização do quadro clínico. Apresentava mais de 15 evacuações/dia, cerca de 50% delas sanguinolentas, taquicardia e febre baixa. Foi inicialmente tratado com hidrocortisona 100 mg IV de 6/6h. No quarto dia de internamento, persistia com cerca de 10 evacuações/dia. Sabendo que o Rx de abdome não mostrava dilatação colônica, qual a melhor conduta nesse momento?
RCU grave refratária a corticoide IV → Terapia de resgate: Infliximab, Vedolizumab ou Ciclosporina.
Em casos de retocolite ulcerativa grave que não respondem à hidrocortisona intravenosa após 3-5 dias, o paciente é considerado refratário. A próxima etapa é a terapia de resgate, que inclui agentes biológicos como infliximab ou vedolizumab, ou imunossupressores como ciclosporina, antes de considerar a colectomia.
A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto. A agudização grave é uma complicação séria que requer internação e tratamento intensivo, com risco de colectomia e mortalidade se não manejada adequadamente. É crucial para o residente reconhecer os sinais de gravidade e a falha terapêutica inicial para escalar o tratamento de forma oportuna. O manejo inicial da RCU grave envolve corticosteroides intravenosos. Se o paciente não responder após alguns dias, ele é considerado refratário, e a próxima etapa é a terapia de resgate. Essa fase é crítica, pois a falha da terapia de resgate pode levar à colectomia de urgência. A avaliação da resposta deve ser diária, monitorando o número de evacuações, sangramento, sinais vitais e marcadores inflamatórios. As opções de terapia de resgate incluem o infliximab (um anti-TNF), vedolizumab (anti-integrina) ou ciclosporina (inibidor da calcineurina). O infliximab é frequentemente a primeira escolha devido à sua eficácia comprovada e rápido início de ação em muitos casos. A decisão deve ser individualizada, considerando comorbidades e riscos. O objetivo é evitar a colectomia e induzir a remissão, seguida por terapia de manutenção adequada.
Os critérios de Truelove e Witts definem a retocolite ulcerativa grave por mais de 6 evacuações sanguinolentas por dia, associadas a pelo menos um dos seguintes: febre >37,8°C, taquicardia >90 bpm, anemia (Hb <10,5 g/dL) ou VHS >30 mm/h.
Um paciente é considerado refratário quando não há melhora clínica significativa após 3 a 5 dias de tratamento com corticosteroides intravenosos em dose plena, persistindo com sintomas de atividade grave da doença.
As principais opções de terapia de resgate incluem agentes biológicos como infliximab ou vedolizumab, e imunossupressores como a ciclosporina. A escolha depende da experiência do centro, perfil do paciente e disponibilidade.
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