Retocolite Ulcerativa Grave: Manejo e Diagnóstico Diferencial

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2019

Enunciado

Homem de 30 anos, portador de Retocolite Ulcerativa há 12 anos, refere 8 a 10 evacuações ao dia, mucossanguinolentas, associadas a dor abdominal e febre no último mês. Está em uso de Mesalazina 2 g/dia e Azatioprina 150 mg/dia. Na consulta encontrava-se taquicárdico, hidratado e com abdome doloroso à palpação profunda, sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais evidenciam Hb = 11,7 mg/dl; leucócitos = 4.200/mm³ sem desvio; plaquetas = 530.000/mm³; U = 36 mg/dl Cr = 1,2 mg/dl; PCR = 75 mg/dl, Sat Fe = 7%; albumina = 3,2 g/dl. Última colonoscopia realizada há 1 ano: enantema difuso do cólon esquerdo, com perda do padrão vascular, sem erosões ou friabilidade. Cólon direito e transverso sem alterações. O manejo mais adequado nesse caso é:

Alternativas

  1. A) A internação hospitalar é necessária e deve ser afastada infecção por Clostridium difficile e CMV.
  2. B) O tratamento é hospitalar com doses elevadas do derivado 5-ASA e a avaliação da Coloproctologia é essencial devido ao mau prognóstico do paciente.
  3. C) O paciente deve ser internado em UTI e deve receber infliximabe 5 mg/kg como tratamento de escolha inicial para a forma grave da doença.
  4. D) O tratamento pode ser realizado de forma ambulatorial já que, na maioria dos casos, onúmero elevado de evacuações reflete atividade inflamatória em reto distal.
  5. E) As doses da mesalazina e da azatioprina podem ser aumentadas em consulta para 4g/dia e 200 mg/dia e o paciente necessita de um retorno ambulatorial precoce.

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