HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2015
Com relação às doenças inflamatórias intestinais inespecíficas, assinale a alternativa correta.
Retocolite ulcerativa = inflamação contínua da mucosa do intestino grosso, iniciando no reto.
A retocolite ulcerativa (RCU) é caracterizada por inflamação contínua que afeta a mucosa e submucosa do intestino grosso, sempre começando no reto e se estendendo proximalmente. A doença de Crohn, por outro lado, é transmural e pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal.
As doenças inflamatórias intestinais (DII), que incluem a retocolite ulcerativa (RCU) e a doença de Crohn (DC), são condições crônicas e idiopáticas que causam inflamação do trato gastrointestinal. A prevalência tem aumentado globalmente, tornando seu diagnóstico e manejo cruciais na prática médica. A diferenciação entre RCU e DC é fundamental para o tratamento e prognóstico. A retocolite ulcerativa é caracterizada por inflamação contínua que se restringe à mucosa e submucosa do intestino grosso, sempre iniciando no reto e podendo se estender proximalmente. Sintomas incluem diarreia sanguinolenta, dor abdominal e tenesmo. A doença de Crohn, por outro lado, é uma inflamação transmural que pode afetar qualquer segmento do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, de forma salteada, e frequentemente cursa com fístulas, estenoses e granulomas não caseosos. O tratamento das DII é complexo e individualizado, envolvendo medicamentos (aminossalicilatos, corticosteroides, imunomoduladores, agentes biológicos) e, em alguns casos, cirurgia. Pacientes com DII têm risco aumentado de câncer colorretal, necessitando de vigilância endoscópica regular. O manejo multidisciplinar é essencial para otimizar o cuidado e a qualidade de vida desses pacientes.
A retocolite ulcerativa afeta a mucosa e submucosa de forma contínua, sempre começando no reto. A doença de Crohn é transmural, pode afetar qualquer parte do TGI de forma salteada e é associada a fístulas e granulomas.
Sim, ambas, retocolite ulcerativa e doença de Crohn, aumentam o risco de câncer colorretal, especialmente em casos de longa duração, extensão da doença e colangite esclerosante primária associada.
O tratamento das fístulas perianais na doença de Crohn é complexo e individualizado, envolvendo terapia medicamentosa (imunossupressores, biológicos) e, em alguns casos, cirurgia (seton, fistulotomia se simples e superficial), mas nem sempre fistulotomia é a primeira opção devido ao risco de incontinência.
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