PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Adolescente de 12 anos de idade, com queixa de perda de peso nos últimos quatro meses e fezes amolecidas com média de três evacuações diárias. Nas últimas semanas, notou sangue vivo misturado com as fezes. Sempre foi saudável, com alimentação normal. Atualmente com hif?orexia e não está tomando leite de vaca pois acha que piora os sintomas. Qual o DIAGNÓSTICO MAIS PROVÁVEL para explicar este quadro?
Adolescente com diarreia crônica, perda de peso e sangramento retal → suspeitar de Doença Inflamatória Intestinal (Retocolite Ulcerativa).
O quadro de diarreia crônica com sangue, perda de peso e hiporexia em um adolescente previamente saudável é altamente sugestivo de Doença Inflamatória Intestinal, sendo a Retocolite Ulcerativa um diagnóstico provável devido à presença de sangue vivo nas fezes, indicando inflamação da mucosa retal e colônica.
A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma das principais formas de Doença Inflamatória Intestinal (DII), caracterizada por inflamação crônica e difusa da mucosa do cólon e reto. Em adolescentes, a apresentação clínica pode ser insidiosa, mas o quadro de diarreia crônica, especialmente com sangue vivo, perda de peso e hiporexia, deve levantar forte suspeita. A RCU pediátrica pode ter um curso mais agressivo do que em adultos, com maior extensão da doença e maior risco de complicações. A presença de sangue nas fezes é um sinal de alerta importante, indicando inflamação da mucosa e ulcerações. A perda de peso e a hiporexia refletem a má absorção e o estado inflamatório sistêmico. O diagnóstico definitivo requer uma combinação de história clínica detalhada, exames laboratoriais (como PCR, VHS, calprotectina fecal), e, fundamentalmente, a colonoscopia com biópsias para avaliar a extensão e a gravidade da inflamação. O tratamento visa induzir e manter a remissão, prevenir complicações e garantir o crescimento e desenvolvimento adequados do adolescente.
Os sintomas clássicos incluem diarreia crônica (muitas vezes com sangue e muco), dor abdominal, perda de peso, fadiga, anemia e, em casos mais graves, febre e atraso no crescimento.
O diagnóstico envolve a combinação de achados clínicos, exames laboratoriais (marcadores inflamatórios, anemia), exames de imagem (enterografia por TC/RM) e, crucialmente, endoscopia digestiva baixa com biópsias para avaliação histopatológica.
Os diferenciais incluem Doença de Crohn, infecções intestinais (bacterianas, parasitárias), alergia à proteína do leite de vaca (em crianças mais jovens), doença celíaca e síndrome do intestino irritável.
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