AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença idiopática caracterizada por episódios recorrentes de inflamação que acomete predominantemente a camada mucosa do cólon. A doença sempre afeta o reto e porções variáveis proximais do cólon. O risco de neoplasia maligna na retocolite ulcerativa crônica encontra-se aumentado chegando a 1,5 a 2 vezes maior do que na população em geral. A vigilância deve ser realizada e a videocolonoscopia é uma medida padronizada para este controle.Entre os fatores de risco para câncer na RCU assinale a alternativa correta.I - Doença de longa duração.II - Quimioprofilaxia com compostos à base de 5-ASA.III - Estenose do cólon e presença de pseudopólipos pós-inflamatórios.
RCU: Fatores de risco para câncer colorretal incluem longa duração da doença e estenoses/pseudopólipos. 5-ASA tem efeito quimiopreventivo, não é fator de risco.
Pacientes com Retocolite Ulcerativa têm risco aumentado de câncer colorretal. Fatores como longa duração da doença, extensão da inflamação, presença de estenoses e pseudopólipos inflamatórios aumentam esse risco. Compostos 5-ASA, ao contrário, têm um efeito quimiopreventivo, reduzindo a incidência de câncer.
A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de câncer colorretal. A vigilância endoscópica regular é crucial para a detecção precoce de displasia ou neoplasia. É fundamental que os residentes compreendam os fatores que elevam esse risco para otimizar o manejo e a estratificação dos pacientes. Os principais fatores de risco para câncer colorretal em pacientes com RCU incluem a longa duração da doença (especialmente após 8-10 anos), a extensão da inflamação (pancolite confere maior risco), a presença de inflamação persistente, estenoses e pseudopólipos pós-inflamatórios. Por outro lado, a quimioprofilaxia com compostos 5-ASA (como a mesalazina) tem demonstrado um efeito protetor, reduzindo a incidência de câncer. O manejo desses pacientes envolve não apenas o controle da inflamação, mas também a implementação de um programa de vigilância colonoscópica rigoroso, com biópsias direcionadas e aleatórias, para identificar lesões pré-malignas e malignas em estágios iniciais, melhorando o prognóstico.
Os principais fatores de risco incluem longa duração da doença (>8-10 anos), extensão da doença (pancolite), atividade inflamatória persistente, presença de estenoses, pseudopólipos inflamatórios, colangite esclerosante primária e histórico familiar de câncer colorretal.
Os compostos 5-ASA (mesalazina) têm um efeito quimiopreventivo comprovado na RCU, reduzindo o risco de displasia e câncer colorretal, provavelmente devido às suas propriedades anti-inflamatórias e antiproliferativas na mucosa intestinal.
A vigilância colonoscópica com biópsias múltiplas deve ser iniciada 8 a 10 anos após o diagnóstico de pancolite ou colite esquerda extensa, e a frequência das colonoscopias depende dos fatores de risco individuais do paciente.
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