INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher de 25 anos procura o pronto atendimento, devido a um episódio de sangramento retal vivo, que cedeu espontaneamente. Refere cansaço aos esforços, indisposição, episódios frequentes de dor abdominal, diarreia e perda de peso, no último ano. A diarreia vem acompanhada de eliminação de muco, com urgência e tenesmo. Nega episódios anteriores de sangramento retal. Perguntada sobre a história familiar, referiu que seu pai faleceu aos 55 anos devido a câncer no intestino, mas não sabia de mais detalhes, pois era criança na época. De acordo com a história clínica da paciente, qual o diagnóstico mais provável?
Sangramento retal + diarreia com muco/urgência/tenesmo + perda peso + história familiar CA colorretal → Retocolite Ulcerativa.
A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal que afeta o cólon e reto de forma contínua. Sangramento retal, diarreia com muco e tenesmo são sintomas típicos. A história familiar de câncer colorretal é relevante, pois a RCU aumenta o risco de malignidade.
A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta exclusivamente o cólon e o reto, caracterizada por inflamação contínua da mucosa. É mais comum em adultos jovens, com um pico de incidência entre 15 e 30 anos. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Os sintomas clássicos incluem diarreia com sangue, muco e pus, urgência evacuatória, tenesmo, dor abdominal tipo cólica e perda de peso. O sangramento retal é um achado proeminente na RCU, diferentemente da Doença de Crohn, onde é menos comum. A história familiar de câncer colorretal é um dado importante, pois a RCU aumenta o risco de displasia e câncer colorretal, especialmente em casos de doença extensa e de longa duração. O diagnóstico é feito com base na história clínica, exame físico, exames laboratoriais (anemia, marcadores inflamatórios elevados), endoscopia com biópsias e exames de imagem. O tratamento visa induzir e manter a remissão, utilizando medicamentos como aminosalicilatos, corticosteroides, imunomoduladores e agentes biológicos. A vigilância endoscópica regular é crucial para detectar displasia e câncer em pacientes com RCU de longa data.
Os sintomas mais sugestivos incluem sangramento retal vivo, diarreia crônica com muco e pus, urgência evacuatória, tenesmo, dor abdominal e perda de peso.
A RCU afeta o cólon e reto de forma contínua, com inflamação superficial da mucosa, enquanto a Doença de Crohn pode afetar qualquer parte do TGI de forma segmentar e transmural, com inflamação mais profunda e formação de fístulas.
Pacientes com RCU de longa data e extensa têm um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal, e a história familiar positiva reforça a necessidade de vigilância e rastreamento.
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