PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Em relação à retocolite ulcerativa, assinale a alternativa CORRETA:
RCU + Displasia de alto grau ou multifocal → Indicação de Colectomia pelo alto risco de adenocarcinoma.
O rastreamento de câncer colorretal na Retocolite Ulcerativa é mandatório após 8-10 anos de evolução, sendo a detecção de displasia o principal gatilho para colectomia profilática.
A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal idiopática que acomete exclusivamente a mucosa do cólon e reto de forma contínua. O risco de neoplasia colorretal aumenta significativamente com a duração da doença (especialmente após 8-10 anos) e com a extensão do acometimento (pancolite). A vigilância colonoscópica com biópsias seriadas é a estratégia padrão para detectar displasia. A presença de displasia de alto grau é um marcador de câncer síncrono ou risco iminente de malignização, justificando a proctocolectomia total. Além das complicações locais, o manejo das manifestações extraintestinais e o reconhecimento de complicações pós-operatórias, como a bolsite, são essenciais para o cuidado integral do paciente.
A indicação ocorre quando há detecção de displasia de alto grau, displasia de baixo grau multifocal ou persistente, ou lesões displásicas não ressecáveis endoscopicamente, visando prevenir o câncer colorretal.
A bolsite é a inflamação do reservatório ileal (pouch) construído após uma proctocolectomia total. É a complicação tardia mais comum após a cirurgia de anastomose ileoanal com reservatório, manifestando-se com aumento do número de evacuações e dor abdominal.
A Espondilite Anquilosante e a Colangite Esclerosante Primária (CEP) são manifestações que possuem curso independente da atividade inflamatória intestinal, ao contrário do eritema nodoso e das artrites periféricas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo