UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
O maior risco de câncer colorretal nos portadores de retocolite ulcerativa está associado a fatores como o início da doença em idade muito jovem e a paciente
RCU + Colangite Esclerosante Primária ↑↑ risco de câncer colorretal, exigindo vigilância intensificada.
Pacientes com retocolite ulcerativa (RCU) têm um risco aumentado de câncer colorretal. Fatores como início da doença em idade jovem, extensão da colite e, notavelmente, a coexistência de colangite esclerosante primária, aumentam significativamente esse risco.
A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto, caracterizada por inflamação contínua da mucosa. Pacientes com RCU têm um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal (CCR) em comparação com a população geral, sendo este risco proporcional à duração e extensão da doença. A inflamação crônica e a regeneração celular contínua são consideradas os principais impulsionadores da carcinogênese. Diversos fatores de risco estão associados ao desenvolvimento de CCR em pacientes com RCU. Estes incluem o início da doença em idade muito jovem (especialmente antes dos 20 anos), a duração prolongada da doença (risco aumenta significativamente após 8-10 anos), a extensão da colite (pancolite confere maior risco do que proctite ou colite esquerda), e a presença de colangite esclerosante primária (CEP) concomitante. A CEP é um fator de risco independente e potente, exigindo uma vigilância ainda mais rigorosa. A vigilância endoscópica regular com cromoscopia e biópsias múltiplas é fundamental para a detecção precoce de displasia ou CCR em pacientes com RCU. O manejo desses pacientes deve ser individualizado, considerando os fatores de risco presentes. O tratamento com 5-ASA pode ter um efeito quimiopreventivo, mas não elimina a necessidade de vigilância.
Os principais fatores incluem a duração da doença (especialmente > 8-10 anos), extensão da colite (pancolite), início da doença em idade jovem e a presença de colangite esclerosante primária concomitante.
A colangite esclerosante primária é um fator de risco independente e significativo. Acredita-se que a inflamação crônica biliar e intestinal, bem como alterações na microbiota intestinal, contribuam para um ambiente mais oncogênico.
A vigilância endoscópica regular com biópsias é crucial para detectar displasia ou câncer colorretal em estágios iniciais, permitindo intervenção oportuna e melhorando o prognóstico, especialmente em pacientes de alto risco.
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