FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Um paciente, com 70 anos, e diagnóstico de neoplasia de próstata, foi submetido à radioterapia. Evoluiu, após 1 ano de término de tratamento, com sangramento retal importante. Realizou colonoscopia que evidenciou retite actínica. Indique a opção atual para o tratamento endoscópico desta afecção complicada com sangramento:
Retite actínica com sangramento → Tratamento endoscópico de escolha = Coagulação com Plasma de Argônio (APC).
A retite actínica é uma complicação tardia comum da radioterapia pélvica, manifestando-se frequentemente com sangramento retal. A coagulação com plasma de argônio (APC) é o tratamento endoscópico de primeira linha para controlar o sangramento, sendo eficaz e com baixo risco de complicações.
A retite actínica é uma complicação comum e debilitante da radioterapia pélvica, afetando até 20% dos pacientes submetidos a tratamento para neoplasias como próstata, reto ou colo uterino. A forma crônica, que se manifesta meses a anos após o término da radioterapia, é caracterizada por telangiectasias na mucosa retal, levando a sangramento retal intermitente ou persistente, dor e tenesmo, impactando significativamente a qualidade de vida. A fisiopatologia envolve dano vascular e inflamação crônica induzidos pela radiação, resultando em isquemia e fragilidade capilar. O diagnóstico é confirmado por colonoscopia, que revela mucosa pálida, edemaciada e com telangiectasias friáveis. É crucial diferenciar de outras causas de sangramento retal, incluindo recorrência tumoral. O tratamento endoscópico de escolha para o sangramento da retite actínica é a coagulação com plasma de argônio (APC). Este método permite a ablação superficial das telangiectasias, controlando o sangramento com alta taxa de sucesso e baixo risco de perfuração. Outras opções incluem formalina tópica, sucralfato e, em casos refratários, cirurgia, embora esta última seja reservada para situações extremas devido à alta morbidade.
Os sintomas incluem sangramento retal intermitente ou persistente, dor retal, tenesmo, diarreia e urgência fecal. O sangramento é o mais comum e pode levar à anemia.
O plasma de argônio permite a ablação superficial das telangiectasias na mucosa retal de forma controlada, com mínima penetração tecidual, o que reduz o risco de perfuração e controla eficazmente o sangramento.
Outras opções incluem formalina tópica, sucralfato retal, corticosteroides tópicos, e em casos refratários e graves, cirurgia, embora esta seja associada a alta morbidade.
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